Hoje é o primeiro aniversário do meu blogue e hoje ficarão a saber por que escrevo um blogue.
Primeiro que tudo, quero que saibam que já tive outros blogues, mas apaguei-os, porque nunca me apetecia continuá-los. Mas este é diferente.
Ainda alguém se lembra do MSN? Pois. Quase todos os dias, eu escrevia uma mensagem ou uma frase, apenas, sobre qualquer coisa. Uma expressão pequena sobre o amor ou a amizade ou a perda. Até que uma dia, uma amiga aconselhou-me a escrever este blogue. E assim fiz. Comecei com aquela mensagem de "Long Live" que, olhando agora para trás, demonstra a minha imaturidade neste tipo de escrita. Mas... porque comecei a escrever mesmo?
Todos somos diferentes, por isso, todos nos expressamos de maneira diferente. Uns cantam, outros dançam, outros pintam e outros escrevem. Eu escrevo porque esta é uma das poucas maneiras que tenho para me expressar. Gosto de dizer o que penso, mas é muito mais fácil de fazê-lo e explicá-lo se for por escrito. Além disso, a palavra escrita tem o poder de nos fazer reflectir mais facilmente do que a palavra dita, porque lê-mo-la vezes sem conta. Está sempre ali. Não se desvanece na memória, nem é levada pelo vento. Na minha escrita, partilho estados de espírito. Sempre partilhei. Mesmo antes de ter Facebook, este blogue ou o MSN, já partilhava estados de espírito. Ou escrevia num caderninho palavras soltas (nada de diários; ficavam sempre a meio) ou encaixava-los nas conversas com as minhas amigas, dando conselhos ou apenas lançando um olhar. Por mais que possa não parecer, partilhar estados de espírito é das coisas mais difíceis para mim. É mostrar as minhas fraquezas e os melhores lados. É admitir a solidão ou a sensibilidade, a fragilidade que habita a minha mente. Partilhar um estado de espírito é criar intimidade com o mundo, é mostrar o nosso lado mais pessoal a pessoas que nem sequer nos viram uma única vez na vida. É como que desabafar com desconhecidos, que lêem a nossa dor ou felicidade.
Sendo "escritora", tenho que ter cuidado para não ofender ou magoar os meus leitores. Mas sou uma "escritora de estados de espírito" e se quero partilhar os meus sentimentos, então alguém pode sair magoado. Alguém pode identificar-se com a minha dor ou simplesmente com a minha situação e pode cair nas garras do meu passado, que, naquela altura, escrevi. No entanto, o lado bom nisso é que essa pessoa percebeu. Percebeu realmente como eu estava, ou tentei estar. Uma coisa importante a ter em atenção sobre este tipo de escritores é o facto de que algumas mensagens corresponderem à realidade, não significa que corresponda à história verdadeira. Confuso? Eu explico. Só porque me apaixonei, por exemplo, não quer dizer que todas as mensagens de amor sejam sobre ele. Eu já escrevia sobre o assunto há muito tempo, muito antes disso acontecer, lembram-se? Pensem que as mensagens de amor ou de outro assunto qualquer possam estar a ser escritos pela minha imaginação incrivelmente fértil, por uma personagem que invento no momento. Por poucas palavras, até as pessoas que são mais próximas de mim podem não reconhecer a realidade da autora, podem não conseguir distinguir entre mim própria e uma personagem que possa estar a sentir o mesmo, mas expressar-se de outra maneira.
Podem estar a odiar-me neste momento, mas, apesar destas "personalidades contraditórias", tudo o que escrevo, em algum momento da vida, pode ser verdade. Às vezes, não precisamos de passar por certas situações para saber como nos sentimos. A minha inspiração para escrever sobre o que não vivi é observar os outros. Como reagem as raparigas a um desgosto de amor? Como reagem os rapazes a uma separação? Como reflecte um casal sobre os momentos que passam juntos? Foi assim que eu aprendi a viver: a observar os outros. Passo a vida inteira a observar as pessoas: cada piscar de olhos, cada sorriso, cada madeixa de cabelo lançada para trás da orelha, cada abraço, cada lágrima, cada silêncio. Sim, o silêncio. O silêncio dá-me tanta informação, mais do que vocês possam imaginar. Daí que, mesmo não tendo passado por certa situação, consiga escrever sobre ela. Pode não ser 100% confiável, mas garanto-vos que é muito próxima da realidade (isto sou eu a ser convencida pela 3ª ou 4ª vez na vida). E, podem não gostar, mas sou assim e sempre vou ser. Sou reservada, mas partilho estados de espírito num blogue público. Contraditório? Vou deixar ao vosso critério.
Boas leituras e obrigada pela companhia e paciência.
"I'm a laid back t-shirt, blue jean, mood ring kinda girl
Hey, yeah, what's a word on you?
Lay low, I'm a mission rebel, angel devil
Little left of the middle
Sometimes I get temperamental
Here I am, an open book
Turn the page, it's all the range
Get a look on the inside
What you get is what you see
Baby, you hold the key to the diary of me
I'm poetry, complicated, simply stated
Hey, yeah, baby, how about you?
I was born free
I'm a cell phone hippie, are you with me?
When I mess up, I don't get up
I just get down to you
Here I am, an open book
Turn the page, it's all the range
Get a look on the inside
What you get is what you see
Baby, you hold the key to the diary of me
It's raining on Sunday, there's nothing on TV
Yesterday was lonely, you're the only one who gets me
My mind is like an island drifting through the ocean
I can't stop thinking about you
I bet you're thinking of me too
But here I am, an open book
Turn the page, it's all the range
Get a look on the inside
What you get is what you see
Baby, you hold the key to the diary of me, yeah
Here I am, an open book
Turn the page, it's all the range
Get a look on the inside
What you get is what you see
Baby, you hold the key to the diary of me"
"I'm a laid back t-shirt, blue jean, mood ring kinda girl
Hey, yeah, what's a word on you?
Lay low, I'm a mission rebel, angel devil
Little left of the middle
Sometimes I get temperamental
Here I am, an open book
Turn the page, it's all the range
Get a look on the inside
What you get is what you see
Baby, you hold the key to the diary of me
I'm poetry, complicated, simply stated
Hey, yeah, baby, how about you?
I was born free
I'm a cell phone hippie, are you with me?
When I mess up, I don't get up
I just get down to you
Here I am, an open book
Turn the page, it's all the range
Get a look on the inside
What you get is what you see
Baby, you hold the key to the diary of me
It's raining on Sunday, there's nothing on TV
Yesterday was lonely, you're the only one who gets me
My mind is like an island drifting through the ocean
I can't stop thinking about you
I bet you're thinking of me too
But here I am, an open book
Turn the page, it's all the range
Get a look on the inside
What you get is what you see
Baby, you hold the key to the diary of me, yeah
Here I am, an open book
Turn the page, it's all the range
Get a look on the inside
What you get is what you see
Baby, you hold the key to the diary of me"