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sexta-feira, 1 de junho de 2018

"Trevo (Tu)", Anavitória


    Quero-te. És um sonho que caminha por entre o nevoeiro dos meus medos. És invasor de lugares desconhecidos, repleto de exotismo e, ao mesmo tempo, de uma autenticidade tão natural que parece que não existes como homem. És pó colorido de deserto mate, opaco como água e transparente como luz. És fruto da natureza, tão selvagem quanto as flores que cuido com sorrisos. És tudo ao mesmo tempo, como se nada fosse diferente. És diferente sendo tão vulgar.

    Quero-te. E atrofia-me o coração não te ter. Parece que tudo se despedaça dentro de mim quando sei que não te tenho. Vazios inteiros acumulam-se no meu peito mal alinhavado. Estou curada deste mal, mas tu... Tu recordas-me os meus tempos de pano velho, aqueles tempos em que andava num farrapo, os tempos em que mal andava. Tu, um ‘meu’ distante, recordas-me um sofrimento de outrora, que pensava ter já esquecido. Mas, de repente, tudo volta. E tudo vai, subitamente, da mesma forma como veio. ‘Vai’ e ‘vens’ que me assustam e que me apaixonam ainda mais.

    Quero-te. Explode-me o peito só de te imaginar meu. Enche-me a cabeça só de te sentir meu. Quero ter os teus ‘bons-dias’ junto aos meus lábios. Quero o teu olhar a repreender as minhas atitudes. O teu beijo no meu pescoço. Os teus braços na minha cintura, nas minhas costas, nos meus ombros. Quero sentir o teu peito bater junto ao meu. Quero-te a meu lado. Quero ouvir a tua voz sem pensar nas horas. Quero descobrir cada cor dos teus olhos. Quero conhecer-te as expressões, as manhas e manias. Quero o teu riso mais estranho, as tuas marcas de nascença, as tuas irritabilidades. Quero descobrir-te a alma.

    Quero-te. O teu olhar arranca-me as flores do peito. As minhas mãos invejam as tuas de cada vez que as levas ao cabelo de outro mundo. As tuas costas provocam-me; trazem-me ao de cima uma louca espontaneidade que não tenho; criam um conflito entre o bom senso de estar em público e o prolongado abraço que te quero dar e que enceno mentalmente, vezes sem conta. O teu ar maduro e adulto, subtilmente brincalhão, faz-me sorrir como há muito não acontecia, torna-me mais tímida e agita-me como o vento que arranca docemente as folhas das árvores. Os teus passos prendem-me ao chão, como se a gravidade fosse mais forte do que aquilo que me chama para ti. Os traços do teu corpo exaltam-me o espírito, montando-o e desmontando-o num incompleto puzzle de mil peças; como se já não bastasse eu ser naturalmente desfeita. A tua voz grossa, num tom baixo, transpira mistério e cria suspense, sugando a minha atenção como se nada mais no mundo importasse. A tua existência faz-me viver e não apenas existir.

    Quero-te. E não quero partilhar-te com o mundo. Quero ser egoísta, amavelmente egoísta. Quero roubar-te aos teus amigos, ao teu trabalho, à tua vida. Quero tirar-te do teu mundo para que te juntes ao meu, para depois voltarmos juntos para o teu. Quero entrar na tua vida mas quero-te na minha primeiro. Quero ouvir-te dizer o meu nome; quero que o digas quando estás feliz, num tom mais alto do que é normal para ti; quero que o digas cansado, tão baixo que eu mal ouça; quero que o grites, irritado, num timbre que a tua voz não permite repetir; quero ouvir o meu nome passear a tua boca como água que mata a sede. Quero repetir o teu nome até aprender a gostar dele mais do que o meu; quero repeti-lo até o sentir meu, até senti-lo nosso; quero evocá-lo entre quatro paredes, na rua, num jardim, no meu coração. Quero habituar-me às tuas rotinas, dar-te os ‘bons-dias’, ficar-te com as ‘boas noites’; livrar-te de mim durante o dia, num acto tão natural como respirar. Quero aprender a estar contigo. Quero reaprender-me a estar no mundo, contigo.

    Quero-te. E não, não quero apenas um pedaço do teu peito. Quero-o num todo, da mesma maneira que te entrego o meu. Quero-te por inteiro. Quero as tuas qualidades, os teus defeitos, quero tudo o que venha contigo e tudo aquilo que não vem. Quero o teu passado e o teu presente. O futuro, quero-o nosso. Quero decorar-te como decoro a letra de uma canção. Quero escrever-te como se fosses a minha única memória, a minha mais preciosa recordação de uma vida vazia. Quero prender-te como se me escapasses entre os dedos. Quero viver-te como se amanhã partisses e não mais voltasses. Quero-te por tudo e por nada. Quero-te por aquilo que foste e por aquilo que deixaste de ser. Quero-te assim, belo por dentro e por fora. Quero ser assim, tua, por dentro e por fora.

    Quero-te. Começo a ficar sem timidez, sem forças, sem armas para resistir a esta sensação. Quero perdê-las. Quero perder as armas, quero perder as forças, quero perder a timidez, e quero perdê-las para ti. Quero falar-te, ouvir-te, olhar-te. Quero sentir-te ao meu lado, de mão dada, de mão no bolso, ao meu lado. Quero sentir-te junto a mim, como um escudo que me protege do mundo, como um íman que me puxa para ti, como flor hipnotizante que nunca perde a essência. Quero sentir-te longe, tão distante que me faça correr para ti quando voltasses. Quero sorrir-te todos os dias, quero chorar contigo em ocasiões emocionalmente fortes, quero perder o controlo de tudo aquilo que sou, de tudo aquilo que sei que posso ser. Contigo, sempre contigo.

    Quero-te. E nem sequer te conheço...

"Tu, é trevo de quatro folhas
É manhã de domingo à toa
Conversa rara e boa
Pedaço de sonho que faz meu querer acordar
Pra vida

Ai, ai, ai

Tu, que tem esse abraço casa
Se decidir bater asa
Me leva contigo pra passear
Eu juro afeto e paz não vão te faltar

Ai, ai, ai

Ah, eu só quero o leve da vida pra te levar
E o tempo para, ah
É a sorte de levar a hora pra passear
Pra cá e pra lá, pra lá e pra cá
Quando aqui tu tá

Tu, é trevo de quatro folhas
É manhã de domingo à toa
Conversa rara e boa
Pedaço de sonho que faz meu querer acordar
Pra vida

Ai, ai, ai

Tu, que tem esse abraço casa
Se decidir bater asa
Me leva contigo pra passear
Eu juro afeto e paz não vão te faltar

Ai, ai, ai

Ah, eu só quero o leve da vida pra te levar
E o tempo para, ah
É a sorte de levar a hora pra passear
Pra cá e pra lá, pra lá e pra cá
Quando aqui tu tá

Tu...

Ah, eu só quero o leve da vida pra te levar
E o tempo para, ah
É a sorte de levar a hora pra passear
Pra cá e pra lá, pra lá e pra cá
Quando aqui tu tá

É trevo de quatro folhas
É trevo de quatro folhas é

É trevo de quatro folhas
É trevo de quatro folhas é"

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