A felicidade é contagiante. Emane de quem emanar, atinja quem atingir; ninguém lhe fica indiferente. Torna-nos mais poderosos, faz-nos querer ser melhores. Atira-nos para um mundo de inibições emocionais, obrigando-nos a largar as algemas e a partilhar insistentemente aquele sorriso luminoso, de orelha a orelha. Os olhos brilham e o mundo parece girar com outras cores; tudo é luz. O coração brota como um fogo amigo, o sangue viaja com mais calor, a vida no peito fica mais quente. Os ossos amaciam, como se a pele delicada os beijasse. De repente, parecemos amor personificado; como se a felicidade fosse amor. Sabemos que não é aquele género de amor romântico – é apenas um dos amores mais puros – mas a emoção é muito parecida. As pétalas de rosa ganham outro cheiro e a calma de um verde-relva invade-nos a mente. A música atinge outro tom e deixamos de querer saber de tudo o resto.
Esta felicidade contagiante não finita, nunca. Qualquer coisa parece relembrá-la, mesmo quando já não a sentimos ao primeiro toque. Ela partilha-se e, por isso, anda sempre por aí. Desta felicidade, faz parte o estar feliz pelo outro. É essa a felicidade contagiante: ser feliz porque a outra pessoa está feliz. E nunca interessa quem: se um estranho, se um amigo, se a nossa cara-metade. Está-se feliz porque o outro está feliz, e isso basta para se manter assim.
Este género de felicidade faz com que achemos que iremos superar todos os nossos obstáculos, que as impossibilidades são apenas palavras, e que nada no mundo pode parar aquilo que estamos a sentir. Temos coragem. Pela primeira vez, temos coragem para seguir em frente, para avançar por certo caminho, para chegar a um destino há muito desejado. Pela primeira vez, somos invencíveis e queremos que os outros o sejam connosco. Temos vontades expressas de querer ser diferente, de querer ser melhor, de querer ser o que se se sente ser. Queremos expulsar a verdade sobre aquilo que somos e gritar ao mundo que seremos isso mesmo.
Este género de felicidade faz com que achemos que iremos superar todos os nossos obstáculos, que as impossibilidades são apenas palavras, e que nada no mundo pode parar aquilo que estamos a sentir. Temos coragem. Pela primeira vez, temos coragem para seguir em frente, para avançar por certo caminho, para chegar a um destino há muito desejado. Pela primeira vez, somos invencíveis e queremos que os outros o sejam connosco. Temos vontades expressas de querer ser diferente, de querer ser melhor, de querer ser o que se se sente ser. Queremos expulsar a verdade sobre aquilo que somos e gritar ao mundo que seremos isso mesmo.
É isto que sinto quando olho para ti: uma felicidade contagiante, um momento eterno que parece sedimentar uma revolução emocional. Para mim, és luz negra misturada com todas as cores que existem neste mundo cinzento. Um espírito selvagem num corpo muito mal domesticado; a tua essência entusiasma-me de uma forma surpreendente e a surpresa é aquele género que pontilha todo o positivismo que em ti carregas. És diferente do normal de uma forma difícil de definir. E a felicidade nos teus olhos, mesmo quando tristes, é algo que me faz sentir feliz.
Infelizmente, e como parece ser costume, esta minha felicidade está a evoluir para algo mais, corporizando-se naquilo que eu há muito sinto por ti, mas que nunca tive oportunidade para o expressar, muito menos agora que estás só. E isto é perigoso. É-lo por várias razões, demasiado óbvias: primeiro, por que tu tens que fazer o luto, sozinho; depois, por que só me verás como uma amiga, e eu estou cansada de ser incorrespondida como algo mais. Tudo fica à beira da catástrofe quando percebo que, mais do que perigoso, este sentimento é traiçoeiro e vai-me enganar novamente.
Como sempre, um momento de felicidade contigo começa por ser melancólico ou apenas sincero; começamos pela negativa e crescemos, um ao lado do outro, um com o outro, um para o outro, para sentimentos mais divertidos, atingindo a felicidade em simultâneo, como uma gargalhada suave quase inaudível. Há um fio de cabelo nessa felicidade que, para mim, é muito mais do que um momento feliz. É um abraçar-te junto ao peito, oferecendo-te consolo e, ao mesmo tempo, procurando consolo nos teus grandes olhos; um primeiro passo na construção de uma relação futura. É esse fio que sempre me arruína a vida.
Sigo-te com o olhar, tento sentir o calor da tua pele, observo os teus gestos, detenho-me no teu peito, nas tuas costas, no teu rosto; procuro o teu nome, a tua presença; anseio pela tua companhia, mesmo que silenciosa; a tua silhueta é a forma do meu irremediável desejo; espero por ti como quem espera pelo Sol. Tudo isto de forma involuntária. De repente, dou por mim a pensar, a sentir tudo isto, de uma maneira natural, sempre tão fora de tempo. Sei sempre como começa e tenho sempre certezas sobre como acaba; mas nunca consigo evitar. Uma e outra vez, digo “nunca mais”; mas acabo sempre por cair nesta teia de emoções. E é sempre quando menos deveria ser...
Começo a perceber-me da gravidade da situação quando sei que já não controlo as minhas acções, os meus anseios, os meus pensamentos. Estou a cair; mas ainda demoro a chegar ao fundo. Estou a aproveitar-me da tua situação, da tua procura pela minha confiança cega, pela minha maneira de te ouvir e de te perceber; o meu peito começa a substituir a amizade por outra emoção mais forte. Como um idiota que não aprende com os erros, o meu coração não é capaz de se conter na explosão de emoções que começa a sentir. (Os problemas que ficaram por resolver na infância e adolescência, de facto, destroem-me a vida adulta).
Já sei onde este caminho, que ainda agora principiei, me vai levar. Os reinos mudam, mas os trilhos são sempre os mesmos. Primeiro, vamos tornar-nos próximos, como já está a acontecer. Vais começar a confiar mais em mim, vais incluir-me no teu círculo de confiança, buscando o meu ombro, os meus ouvidos, as minhas opiniões. Vais permitir-me uma aproximação diferente do que é normal. Eu estarei sempre lá para ti; primeiro erro dos inúmeros que irei cometer neste caminho. Vou aproximar-me de ti e dar cada vez mais de mim, criando aquele tipo de ligação que, mais tarde, me irá fragmentar; mas estarei lá, com um sorriso.
Depois, essa ligação vai crescendo; vamos passar a falar mais vezes, a estar mais tempo juntos, a consolidar uma amizade especial. Eu vou-me enterrar nesse sentimento, levar tudo isso, e mais, a peito, prender-me ao teu espírito como se eu fosse o teu pilar-base. Entrelaçar-me-ei numa espiral emocional que nunca irás preencher. Por que tu vais ficar por ali, naquela amizade especial; mas a minha escalada nunca vai parar de subir. Essa amizade, para mim, continuará a evoluir para algo mais e, aí, já não irás corresponder.
É então que surge a dor, o peito magoado, o coração partido. E isto vai arrastar-se, pelo facto de eu não te querer abandonar por causa do que sinto; quero continuar a corresponder às tuas expectativas, quero manter-me no teu círculo íntimo. O penoso caminhar continuará existindo até eu perceber que o meu mundo começa a ficar confuso para ti. E, aí, afastar-me-ei. Não por que não tenho vontade de estar junto a ti, não por que não te quero sentir junto a mim, mas sim por que tu te vais aperceber do meu sofrimento. Mas eu não quero que recues, por isso, recuo eu. Prefiro ser aquela que se afasta quando tu estiveres melhor do que aquela que te fará sentir culpado por estares bem com a vida. Não quero que te envolvas nos meus sentimentos tristes, para resumir de forma simples toda a rejeição, dor no peito e infelicidade geral.
Quero que sejas feliz; e, se para isso, eu tiver que sair do cenário, fá-lo-ei com certezas e sem medos. Por que o que eu mais quero é que sejas feliz, estando ou não estando a meu lado. Portanto, se, para tu continuares feliz, eu tiver que procurar a felicidade noutro lado, irei fazê-lo com toda a naturalidade. Por que não é com o sofrimento que eu não sei lidar; é com a felicidade...
"Look at the stars
Look how they shine for you
And everything you do
Yeah, they were all yellow
I came along
I wrote a song for you
And all the things you do
And it was called "Yellow. "
So then I took my turn
Oh what a thing to've done
And it was all yellow
Your skin
Oh yeah, your skin and bones
Turn into something beautiful
Do you know?
You know I love you so
You know I love you so
I swam across
I jumped across for you
Oh what a thing to do
'Cause you were all yellow
I drew a line
I drew a line for you
Oh what a thing to do
And it was all yellow
Your skin
Oh yeah your skin and bones
Turn into something beautiful
You know
For you I'd bleed myself dry
For you I'd bleed myself dry
It's true, look how they shine for you
Look how they shine for you
Look how they shine for
Look how they shine for you
Look how they shine for you
Look how they shine
Look at the stars
Look how they shine for you
And all the things that you do"