Que músicas já foram comentadas. . .

"Long Live", Taylor Swift ; "Mean", Taylor Swift ; "Better than Revenge", Taylor Swift ; "Closer to the Edge", 30 Seconds To Mars ; "Nashville", David Mead ; "Count On Me", Bruno Mars ; "Won't Go Home Without You", Maroon 5 ; "I don't wanna miss a thing", Aerosmith ; "Both of Us", B.o.B ft Taylor Swift ; "Somebody", Lemonade Mouth ; "Stay, Stay, Stay", Taylor Swift ; "Two is Better than One", Boys Like Girls ft Taylor Swift (desculpem, não consegui resistir!) ; "Sorte Grande", João Só e Abandonados ft Lúcia Moniz ; "Unbelievable", EMF ; "Hey Stephen", Taylor Swift ; "Fairy Tail", Yasuharu Takanashi (instrumental) ; "Predestination", Fairy Tail (instrumental) ; "Kanashiki Kako", Fairy Tail (Instrumental) ; "Puedes ver pero no tocar", RBD ; "I Knew You Were Trouble", Taylor Swift ; "Coming Home", Diddy ; "Never Grow Up", Taylor Swift ; "Wherever You Will Go", The Calling ; "Chasing Cars", Snow Patrol ; "Demons", Imagine Dragons ; "Beneath Your Beautiful", Labrinth ft Emile Sandé ; "Fantastic Dream", Kaleido Star (Instrumental) ; "A Pele que há em Mim", Márcia com J.P. Simões ; "The Diary of Me", Taylor Swift ; "Impossible", James Arthur ; "I'm Only Me When I'm With You", Taylor Swift ; "A Different Beat", Little Mix ; "All of Me", John Legend ; "Staring at It", SafetySuit ; "A Thousand Years", Chritina Perri ft Steve Kazee ; "Ordinary Love", U2 ; "Stop This Train", John Mayer ; "Radioactive", Imagine Dragons ; "Thinking of You", Katy Perry ; "One Last Time", Ariana Grande ; "Edge of Desire", John Mayer ; "Almost Home", Alex and Sierra ; "What I Did For Love", David Guetta ft. Emeli Sandé ; "My Songs Know What You Did in the Dark", Fall Out Boy ; "Dança", Pólo Norte ; "O Tempo Não Pára", Mariza ; "Long Live", Taylor Swift (2ª versão) ; "Roman Holiday", Halsey ; "Breathe Me", Sia ; "Até ao Verão", Ana Moura ; "Hands to Myself", Selena Gomez ; "Jet Black Heart", 5 Seconds of Summer ; "Let Me Go", Avril Lavigne ft Chad Kroeger ; "Kings and Queens", 30 Seconds to Mars" ; "Todos os Dias", Paulo Sousa ; "Paris", The Chainsmokers ; "In The Blood", John Mayer ; "Stangeness and Charm", Florence and The Machine ; "Another Day In Paradise", Phil Collins ; "Bedshaped", Keane ; "In The Air Tonight", Phil Collins ; "Ordinary World", Duran Duran ; "Trevo (Tu)", Anavitória ft. Diogo Piçarra ; "If I Ain't Got You", Alicia Keys ; "Blinding", Florence and The Machine ; "Someone That Cannot Love", David Fonseca ; "Yellow", Coldplay ; "Promise", Ben Howard ; "The Whole of the Moon", The Waterboys ; "Let it Go", James Bay ; "Believe", Mumford & Sons ; "Say Something", A Great Big World ft. Christina Aguilera ; "Gold Rush", Taylor Swift ; "Blinding Lights", The Weeknd ; "É Isso Aí", Ana Carolina ft. Seu Jorge ; "Renegade", Big Red Machine ft. Taylor Swift ; "lovely", Billie Eilish ft. Khalid ; "The Only Exception", Paramore ; "You're Losing Me", Taylor Swift ; "The Story", Brandi Carlile ; "Guilty as Sin?", Taylor Swift ;

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

"Predestination", Fairy Tail (Instrumental)

   Em homenagem às crianças americanas que partiram esta sexta-feira passada...
   A saudade está em tudo: no amor, na amizade e na perda. E é aqui que ela mais se afirma, é aqui que ela mais se faz sentir. É na morte de alguém que amamos, ou apenas conhecemos, que nos apercebemos do quanto vamos sentir a sua falta. Vamos sentir os seus carinhos, as suas qualidades, os seus defeitos, as suas ambições, os seus desejos; os seus medos e os seus actos de coragem; a sua covardia medida e os seus princípios reais. Vamos sentir falta das conversas tontas, dos pensamentos colectivos, das 'chispas' e do 'não morremos hoje, nem casamos amanhã', do 'amo-te, do 'adoro-te' ou do 'gostei de te conhecer'; do 'odeio-te', do 'deixa-me em paz', mas 'abraça-me'; do 'não' que queria dizer 'sim', do 'sim' que queria dizer 'deixa-me pensar'; do 'cala-te', em vez do 'adoro a tua voz'. Sentiremos aquelas expressões especiais, como 'sou teu amigo' e 'só quero o teu bem', ou aquelas como 'tenho que ser honesta', porque uma amiga diz-te quando estás feia e quando estás linda, e não a deverias censurar por isso.
   A saudade também impera quando alguém vai e não volta, nunca mais. Quando perdemos alguém, o peso da perda é tão grande... A saudade dos bons momentos aumenta ainda mais esse peso. Afundamo-nos em tristeza, em mágoas, em arrependimentos, desculpas e medos. Por vezes, recusamo-nos a seguir em frente; outras, obrigamo-nos a fazê-lo nós próprios. Podemos ser orgulhosos e repudiar ajuda ou podemos até libertarmo-nos com aqueles que menos esperam que o façamos. No entanto, por mais que tentemos esquecer essa pessoa, a saudade vai ficar para nos atormentar ou acalmar o espírito, para nos manter à tona das águas bravas que a vida é. A saudade, a princípio, vai corroer-nos, dar-nos falsas esperanças de voltar a encontrar alguém como aquele que partiu, e até mesmo iludir-nos com um nevoeiro de palavras e sentimentos. Mas, depois, é a saudade que nos faz ver que amámos a sério, que tomámos decisões e fizemos as escolhas certas; que sentimos o que deveríamos ter sentido; que dissemos o que queríamos da melhor maneira que podíamos; que discutimos da mesma maneira que perdoámos; que vivemos como era suposto vivermos.
   Meninos e meninas do Connecticut, sim, é injusto terem partido muito cedo, terem suspendido para sempre a vossa curta vida desta maneira. Fugiram-nos por entre os dedos pelos punhos de alguém desesperado por sentir-se vivo. Mas a saudade vai manter-vos presos à terra, nos nossos corações e na nossa memória. Os vossos pais vão lembrar-se, os vossos irmãos vão lembrar-se, os vossos tios vão lembrar-se, os vossos amigos vão lembrar-se, os vossos vizinhos vão lembrar-se e o resto do mundo também. Todos vão lembrar-se, todos vão sentir a vossa falta, todos vão ter saudades vossas.
   Para todas aquelas pessoas que já perderam alguém: recordem essa pessoa por um segundo que seja e sorriam, alegrem-se por um segundo que seja por a terem conhecido. É essa pequena memória, esse pequeno sorriso, essa saudade, que a vai manter para sempre no vosso coração.

domingo, 2 de dezembro de 2012

"Fairy Tail", Yasuharu Takanashi (Instrumental)

SER HISTORIADOR
   «Teoricamente, um historiador é aquele que estuda a História e tem como “primeiro dever (…) não trair a verdade, não calar a verdade, não ser suspeito de parcialidades ou rancores”. Pode conhecer a História mais antiga ou a mais recente, mas nunca sabe do futuro. No entanto, pode antevê-lo, com base no passado e no presente. Pode dar aulas, pode investigar e pode escrever. Um Historiador pode fazer tudo o que quiser, até mesmo desistir, como todos os Homens. Mas um historiador não desiste, nunca! Enfrentando a sociedade em que vive, o historiador luta sem medo para descobrir a “verdade” e mostrá-la a todos os que dela fugiam ou os que a ignoravam.
   Aristóteles dizia: “O historiador e o poeta não se distinguem um do outro pelo facto de o primeiro escrever em prosa e o segundo em verso. Diferem entre si, porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido”. Já Graham Greene dizia: “Os historiadores são pessoas que se interessam pelo futuro quando este já é passado". Mas, ser historiador é muito mais que isso…
   A minha paixão pela História é do tamanho do mundo, mas muito discreta. Além disso, é mais uma alternativa incrivelmente positiva para o meu futuro do que um objectivo concreto, porque o verdadeiro objectivo é outro. No entanto, a História influencia bastante a minha maneira de ser. Descobri-a relativamente há pouco tempo, quando lia um romance de Andy McDermott, que nos leva à descoberta da Atlântida, através de uma arqueóloga que persegue mitos. Confesso que não é o livro indicado para aprender História, nem o mais correcto historicamente, mas é um dos mais indicados para se aprender a gostar, como os da Philippa Gregory. Porque foi assim que me apaixonei pela primeira vez. Apaixonei-me pela História e isso já diz muito de mim...
   Até ao oitavo ano, nunca gostara de História: era difícil de compreender e impossível de decorar. Foi assim que entrou na minha vida, forçando os portões e irrompendo pela porta, numa rapidez e crueldade imensas que me obrigaram a trancar a mente. No entanto, para a leitura, a minha mente estava sempre disponível e foi pelas traseiras que a História conseguiu entrar novamente, pedindo licença e deixando a porta entreaberta, para que mais conhecimento entrasse. Agora, neste primeiro ano de Faculdade, a porta abriu-se totalmente para uma sala parcialmente ocupada, que espera por novos conhecimentos, sem horário de fecho e que vai manter-se aberta até ao fim dos meus dias. Ser historiador é aprender quando somos caloiros, finalistas, mestres, doutores, catedráticos, pais, avós ou simplesmente velhos. Nunca sabemos tudo e, por isso, a única coisa que sei é que um historiador nunca deixa de aprender, nem de ensinar.
   Porque historiador é aquele que se levanta às seis da manhã para (tentar) mudar o mundo, para conhecer ou meramente respirar os raios de sol que emanam de Rá ou de Shamash. Não é ser maior que os homens, porque o historiador destaca-se no meio dos homens, mas não é maior que eles, nem nunca deve ser. O historiador respeita os “ignorantes” e, em vez de os manter na “ignorância”, oferece-lhe um pouco do seu conhecimento. Isso completa, tanto o historiador, como o “ignorante”. É amar a esposa ou o marido, os filhos e o trabalho. É dar prioridade à paixão pela História e à vontade de conhecer. É fazer escolhas. Essas escolhas não são entre o Bem e o Mal, nem entre o certo e o errado, mas sim entre o manter o presente e alterá-lo, entre esquecer o erro ou admiti-lo. É escolher entre assistir ou actuar, entre querer e conseguir. É escolher com base na experiência e nos conhecimentos. É escolher, simplesmente. É compreender.
   Ser historiador é ser humano, acima de tudo. Não nos podemos esquecer que o Historiador também erra, tal como todos os Homens. Também cai, também perde e também sente. Por isso, por mais que seja obrigado à imparcialidade, ao distanciamento e à frieza, o Historiador acaba sempre por viver a vida profissional tão intensamente como a vida pessoal interior (sim, interior, porque a vida pessoal exterior é aquela que vivemos sem nos apercebermos, quase uma rotina, para manter o equilíbrio). Uma descoberta que faça entusiasma-o de tal maneira que pode desiludi-lo fortemente, se não for o que está à espera. No entanto, (quase) nunca pode demonstrá-lo, em termos sociais. Tem que dizer o que gosta e o que não gosta. Tem de fazer História com as fontes que tem, mesmo que lhe apeteça desprezá-las. Mesmo sendo humano, tem de trabalhar afastado do sentimento. E é por isso que eu, querendo ser Historiadora, me prendo na música para me libertar das minhas preocupações e sentimentos. Para evitar cair na subjectividade, quando trabalho. Para ser considerada uma profissional da História, uma cientista da História, alguém que merece tanto mérito como um médico ou um químico. Porque, nós, Historiadores, também temos um papel na sociedade. O nosso curso não serve só por isso. Precisamos de trabalhar com tudo, mas mesmo tudo, para usufruirmos dele. É mais difícil obter um reconhecimento digno por parte da sociedade em como nós somos úteis do que um Homem numa bata branca, mas nós gostamos que seja difícil. Gostamos de desafios e qual melhor desafio que poderíamos querer que o não reconhecimento do nosso trabalho por parte da sociedade? Assim, quando a surpreendermos, será um espectáculo ainda maior e melhor de se ver…»
CATARINA MONTEIRO

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"Hey Stephen", Taylor Swift

    Hoje é só para as raparigas! Para o amor que existe na vossa (nossa) vida!

   Já sei o que é o amor! Fui ver ao dicionário! O amor é “um sentimento que predispõe a desejar o bem de alguém, um sentimento de afecto ou extrema dedicação, um apego, um sentimento que nos impele para o objecto do nosso desejo, atracção, paixão, é aventura”… Não, não… O amor é… Hum… O amor são borboletas no estômago, são palavras repetidas que significam sempre o mesmo, que significam sempre ‘amo-te’, mas que nunca ninguém percebe. É o tempo que perdemos por pensar nele e ele sem saber disso; é o tempo que perdemos a tentar explicar o que sentimos, mas nunca chegamos a conseguir. É termos a sua imagem na nossa mente a todo o momento, mesmo que num segundo plano. É dizer que gostamos muito, muito, mas mesmo muito dele, quando deveríamos dizer ‘amo-o’, um verbo tão mais forte quando conjugado na primeira pessoa. O amor é a vontade de abraçá-lo e beijá-lo sem pensar nas consequências. É tocar-lhe na mão e sentir um arrepio. É olhá-lo e imaginar o seu beijo no nosso pescoço. É querer ouvir a sua voz a sussurrar no nosso ouvido, constantemente. É querer falar sobre ele, a toda a hora, às nossas amigas, quando não estamos com ele. É querer gritar o seu nome vezes sem conta, para o mundo inteiro saber que estamos apaixonadas! É gritá-lo uma e outra vez e pular de alegria quando o fazemos.
   O amor é tentarmos agarrá-lo, mesmo que ele fuja por entre os nossos dedos. É sentir saudades suas, mesmo quando estamos perto dele. É tremer quando ele passa por nós. É ignorar as suas palavras quando ele fala connosco, pois estamos presas nos seus lábios. E quando não estamos presas nos seus lábios, estamos presas nos seus olhos, para tentar perceber se brilham tanto quanto os nossos, se denunciam amor ou não. O amor é falar sem parar e não dizer coisa com coisa. É explodir de emoção e chorar de alegria! É seguir os nossos instintos, a nossa vontade, os nossos impulsos. É deitarmo-nos na cama, o nosso olhar fixado no tecto, às duas da manhã, e não conseguir apagar o seu retrato dos nossos olhos. É saber os seus defeitos, mas conhecer as suas qualidades melhor do que a palma da nossa mão. É conhecer o seu corpo só de contemplá-lo. É amar o seu peito nos dias de chuva e as suas mãos nos dias frios. É amar o seu cabelo despenteado e os seus ombros largos, mas não largos o suficiente onde possa caber o nosso amor por ele. É querer estar encostada ao seu tronco, nem que seja por um segundo. É sorrirmos quando ele aparece, mesmo que tenhamos perdido o autocarro 50 vezes nesse dia e ter chovido a potes e nós sem chapéu. É continuarmos a amá-lo, mesmo quando temos a certeza (ou achamos que temos) que ele não nos ama. É sentirmo-nos felizes, verdadeiramente felizes, quando ele nos toca no ombro para nos falar…
   Amar é ver o mundo de outra maneira. E eu não consigo explicar de outra maneira…

(Contagem de palavras: ele – 10 vezes; nele/dele – 3 vezes; -o/-lhe/-lo – 9 vezes; seu/sua– 17 vezes)

"Hey Stephen
I know looks can be deceiving but I know I saw a light on you
As we walked we were talking and
I didn't say half the things I wanted to
All of those girls tossing rocks at your window
I'll be the one waiting there even when it's cold
Hey Sthephen, boy you might have me believing
I don't always have to be alone
(Chorus)
'Cause I can't help it if you look like an angel
Can't help it if I wanna kiss you in the rain so
Come feel this magic I've been feeling since I met you
Can't help it if there's no one else
I can't help myself
Hey Stephen, I've been holding back this feeling
So I've got some things to say to you
I seen it all so I thought
But I never seen nobody shining the way you do
The way you walk, the way you talk, the way you say my name
It's beautiful, wonderful don't you ever change
Hey Stephen, why people always leaving
I think you and I should stay the same
(Chorus)
'Cause I can't help it if you look like an angel
Can't help it if I wanna kiss you in the rain so
Come feel this magic I've been feeling since I met you
Can't help it if there's no one else
I can't help myself
They're dimming the streets lights
You're perfect for me, why aren't you here tonight?
I'm waiting alone now so come on and come out and pull me near
Shine, shine, shine
Hey Stephen, I could give to you fifty reasons
Why I should be the one you choose
All those other girls, well they're beautiful
But would they write a song for you?
(Chorus)
'Cause I can't help it if you look like an angel
Can't help it if I wanna kiss you in the rain so
Come feel this magic I've been feeling since I met you
Can't help it if there's no one else
I can't help myself
If you look like an angel
Can't help it if I wanna kiss you in the rain
Come feel this magic I've been feeling since I met you
Can't help it if there's no one else
I can't help myself
Myself, I can't help myself
I can't help myself"

terça-feira, 13 de novembro de 2012

"Unbelievable", EMF

   Hoje, estou irritada (também tenho direito)! Por isso, hoje vou dizer tudo o que tenho a dizer!
   Em primeiro lugar, odeio quando as pessoas me evitam, mas odeio ainda mais quando eu não sou capaz de as enfrentar. Prefiro que as pessoas me digam na cara, calmamente, que não me suportam, que não gostam de mim, que se querem afastar, que me odeiam, que me acham mal-educada, bruta, fria, pouco "inteligente"; prefiro tudo isso do que eu continuar a dedicar o meu tempo a tentar fazê-las sorrir ou sentirem-se felizes. Por isso, qualquer pessoa que me conheça, que esteja comigo frequentemente e que sinta alguma destas "questões", que pare de me evitar e mo diga na cara. Não se preocupem porque não me ofendem (estou e fui habituada a ouvir de tudo). Normalmente, sou eu, com a minha frieza e frontalidade, que o faço.
   Outra coisa que também odeio é que as pessoas fiquem chateadas comigo sem razão aparente ou sem explicação. Essas pessoas têm que perceber que mais ninguém sabe o que vai na sua cabeça. Portanto, quando se chatearem, convém mais tarde explicar à pessoa com quem se chatearam, mesmo que vocês achem que o outro sabe (porque às vezes não sabe). Agora, se as pessoas se chateiam por causa de algo que eu [lhes] disse, então digam-me: "não gostei do que disseste/fizeste", porque eu não adivinho. No entanto, eu tento ser moderada nas palavras. Tento ser directa sem magoar as pessoas, mas às vezes não consigo... Desculpem, não sou perfeita. Ah, só perceberam agora?! Bem, vale mais tarde do que nunca. Continuando... Se algum dia vos ofender sem querer ou vos magoar com as minhas palavras, por favor, digam-me. Podem não gostar, mas às vezes digo as "verdades" de propósito, mas sempre tentando não magoar (porque as pessoas têm sentimentos e, já agora, eu também sou uma pessoa!). Além disso, faz-nos sempre bem (ou melhor, deveria fazer) ouvir as "verdades", para nos apercebermos dos nossos defeitos ou cairmos na realidade.
   Por fim (por agora), odeio quando as pessoas pensam que eu não tenho 'nada para dar'. Mas porque raio é que as pessoas acham que os gordos ou os calados ou os góticos ou os baixos ou os extravagantes são inferiores, que não valem nada? Não compreendo, a sério! Só por serem diferentes são menos inteligentes? Não. Só por serem originais são esquisitos? Não. Só por serem tímidos são menos capazes? Não, não e não! Nunca me subestimem, nem a mim nem aos 'meus amigos diferentes', porque, no final de contas, até podemos ser melhores que TU em muita coisa...

"(...)
You burden me with your questions
You'd have me tell no lies.
You're always askin' what it's all about,
Don't listen to my replies.
You say to me I don't talk enough,
But when I do I'm a fool.
These times I've spent, I've realized,
I'm gonna shoot through, and leave you.

Chorus:
The things, you say,
Your purple prose just gives you away.
The things, you say,
You're unbelievable.

(...)You burden me with your problems,
By telling me more bout mine.
I'm always so concerned,
With the way you say,
You're always at stop,
To think of us,
Being one is more than I'd ever known.
But this time I realize,
I'm gonna shoot through, and leave you.

Chorus:
The things, you say,
Your purple prose just gives you away.
The things, you say,
You're unbelievable.

(...)Seemingly lastless, don't mean you can ask us.
Pushing down the relative
Bringing out your higher self
Think of the fine times
Pushing down the better few
Instead of bringing out just want, the world,
And never think of your attitude.
Brace yourself, with the grace of ease,
I know this world, ain't what it seems!

(...)You burden me with your questions
You'd have me tell no lies.
You're always askin' what it's all about,
Don't listen to my replies.
You say to me I don't talk enough,
But when I do I'm a fool.
These times I've spent, I've realized,
I'm gonna shoot through, and leave you.

Chorus:
The things, you say,
Your purple prose just gives you away.
The things, you say,
Before I love you more.
The things, you say,
Your purple prose just gives you away.
The things, you say,
You're unbelievable (...)"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"Sorte Grande", João Só e Abandonados ft Lúcia Moniz

   (Para quem não aprecia música portuguesa... Aqui vai, para aprender a apreciar!)
   Mais uma vez o tema é... o amor, um dos sentimentos mais belos que existem (já devem estar fartos de ler isto!). Mas agora não vou escrever sobre o 'viver', mas sim sobre o 'encontrar' e 'não largar'. Há muita gente que procura o amor, quase perseguindo por todo lado, até nos recantos mais obscuros, sem o encontrar. Mas também há gente que não o procura e encontra-o de repente, não sabendo o que fazer. 'Primeiro, estranha-se, depois entranha-se' como se costuma dizer. Todos temos maneiras diferentes de lidar com a 'situação' que é estar apaixonado. Uns 'lançam-se de cabeça', outros avançam com cuidado e outros... Bem, outros simplesmente ignoram. Mas, no final, são esses que vão viver ao máximo esse momento da sua vida, quando o abraçarem, claro. Depois do 'encontrar', vem o 'não largar'. Normalmente, quando se vê o que se tem a perder, não se larga o que pode ir. Mas, como todos sabemos, só percebemos o que temos quando o perdemos, ou quando estamos no limite de o perder. Mas, vivermos abraçados a alguém é a coisa mais bela de se sentir, acho eu. E é por isso que, quando não queremos o amor, ele nos aparece. Para nos apercebermos o quanto sortudos somos neste mundo por sermos capazes de amar.
   "Sorte Grande" é uma das canções portuguesas mais românticas que eu já ouvi! Espero que partilhem da mesma opinião.

"Olha lá,
Já se passaram alguns anos
Nem sequer vinhas nos meus planos
Saiste-me a sorte grande
E eu cá vou
Gozando os louros deste achado
Contigo de braço dado para todo o lado
Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Meu amor na roda da lotaria
Que é coisa escorregadia
Saiste-me a sorte grande
E eu cá vou
À minha sorte abandonado
Contigo de braço dado para todo o lado
Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Olha lá,
Por mais que passem os anos
Por menos que eu faça planos
Sais me sempre a sorte grande
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti"

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"Two is Better than One", Boys Like Girls ft Taylor Swift (desculpem, não consegui resistir!)

   O amor não é um sentimento racional. Aliás, nenhum sentimento é racional, por mais que tentemos que seja. No entanto, o amor, a paixão, a atracção por alguém não é, de maneira nenhuma, uma emoção intelectual. No amor, pensa-se pouco. Os poucos problemas, susceptíveis de resolução intelectual, com que nos deparamos na relação são problemas como: "Para que dia vou marcar o jantar?" ou "Para que horas?". Neste mundo emocional, pensar estraga a essência do sentimento, porque "pensar incomoda como andar à chuva". Existem, porém, pessoas que se 'dedicam' a tentar ver o amor como um pensamento e não como uma emoção, um sentimento, uma coisa pura que existe sem explicação (e não venham cá os cientistas dizer que a paixão é fruto de uns choques quaisquer de uns neurónios com outros ou coisa parecida, como eu já ouvi; porque há 'coisas' que não merecem explicação e os sentimentos são uma delas). Para essas pessoas, há uma necessidade de explicar o que sentem por alguém. É claro que as pessoas 'normais' dizem que amam alguém, porque 'isto' e 'aquilo'. Agora, dizer que amamos, ou pensamos que amamos alguém, dizendo que, se calhar, devíamos fazer 'assim' ou então dizer 'assado' (desculpem estar a usar estes termos, mas não sei como explicar de outra maneira)... Para essas pessoas: amem, simplesmente! É irritante estarem a dizer que o amor pode ser um 'passatempo' ou que apenas preenche um espaço. Não! O amor não é algo que nós procuramos. O amor é que nos encontra e, quando o faz, não podemos ignorá-lo, desperdiçá-lo ou repudiá-lo. Mais tarde ou mais cedo, vamos ter de aceitá-lo, não com a cabeça, mas sim com o coração.
   É incrível como a nossa memória melhora quando estamos apaixonados. O tempo parece passar mais devagar nos momentos de contemplação e mais depressa nos momentos de reflexão. Nada mais interessa, para além daquele/a que nos completa. Todo o nosso mundo se torna mais positivo e o negativismo que antes existia é posto de lado durante algum tempo. E assim, temos o resto da vida para pensar no que vamos fazer daqui a uns anos ou no que vamos dizer no futuro. Por isso, não devemos ter medo de amar, sentir, beijar, sorrir, tocar, abraçar nem de dizer o quanto amamos alguém. Eu sei, falar é fácil, mas a coragem de nos declaramos a alguém há-de vir, só temos é de querê-lo/a. Só aí conseguimos dizer o que sentimos, não é verdade?


"I remember what you wore on the first day

You came into my life and I thought
"Hey, you know, this could be something"
'Cause everything you do and words you say
You know that it all takes my breath away
And now I'm left with nothing


So maybe it's true

That I can't live without you
And maybe two is better than one
But there's so much time
To figure out the rest of my life
And you've already got me coming undone
And I'm thinking two is better than one


I remember every look upon your face

The way you roll your eyes
The way you taste
You make it hard for breathing
'Cause when I close my eyes and drift away
I think of you and everything's okay
I'm finally now believing


That maybe it's true

That I can't live without you
And maybe two is better than one
But there's so much time
To figure out the rest of my life
And you've already got me coming undone
And I'm thinking two is better than one


I remember what you wore on the first day

You came into my life and I thought, "Hey,"


Maybe it's true

That I can't live without you
Maybe two is better than one
But there's so much time
To figure out the rest of my life
And you've already got me coming undone
And I'm thinking
I can't live without you
'Cause, baby, two is better than one
But there's so much time
To figure out the rest of my life
But I'll figure it out
When all is said and done
Two is better than one
Two is better than one"

sábado, 27 de outubro de 2012

"Stay, Stay, Stay", Taylor Swift

   As relações não se caracterizam, nem são lembradas, só pelos bons momentos. Os momentos de desacordo e discussão ultrapassados também são importantes. Porque é aí que descobrimos se amamos realmente alguém, se esse alguém nos ama realmente; se somos compreensivos, egoístas ou ingénuos; se nos deixamos levar inteiramente pelas emoções ou se a nossa parte racional supera a sentimental. A discussão é o ponto alto da discordia, do ciúme, da inveja, da ira, da pressão, do medo. É na discussão que se observa atentamente os defeitos do outro ou as suas qualidades. É no desespero de perder alguém que os verdadeiros sentimentos e pensamentos nos saem de uma maneira natural, agitada e explícita. Nestas alturas, o coração é que manda e, por vezes, pede-nos para explodir os nossos argumentos mais emotivos. E, depois da discussão, quando ele/ela sai pela porta, levando consigo o arrependimento e o rancor, apercebe-mo-nos que não podemos viver sem isso, não conseguimos deixar de pensar nos seus piores momentos, no quanto precisamos dele/dela para nos dizer o quanto somos descuidados/as, incríveis, difíceis ou engraçados/as. Os nossos sonhos parecem perder a cor se ele/ela não ficar. O nosso coração parece bater só por bater, sem consciência. O nosso mundo partilhado fica vazio. Os nossos outros 'eus' parecem desaparecer. Os nossos extremos emocionais evaporam, deixando-nos na apatia. No entanto, quando ele/ela diz que fica, tudo isso volta para nós a dobrar, porque também absorvemos os sonhos dele/a, o seu coração, o seu mundo e os seus outros. Também ficamos com os seus pensamentos e opiniões.
   "Stay, Stay, Stay" é um dos singles do novo álbum da Taylor Swift, entitulado "Red". Esta canção retrata muito bem as discussões entre casais e como isso traz à superfície tudo o que antes nem se mencionava.


   P.S.: Desculpem por usar tanto músicas da Taylor Swift! Prometo-vos que a próxima será de outro/a cantor/a qualquer, completamente diferente.


"I'm pretty sure we almost broke up last night
I threw my phone across the room at you
I was expecting some dramatic turn away but you stayed
This morning I said we should talk about it
Cause I read you should never leave a fight unresolved
That's when you came in wearing a football helmet
And said okay let's talk
And I said...

Stay stay stay i've been loving you for quite some time time time
You think that it's funny when i'm mad mad mad
But I think that it's best if we both stay

Before you I only dated self indulgent takers who took all of their problems out on me
But you carry my groceries and now i'm always laughing
And I love you because you have given me no choice but to

Stay stay stay i've been loving you for quite some time time time
You think that it's funny when i'm mad mad mad
But I think that it's best if we both stay stay stay stay

You took the time to memorize me my fears my hopes and dreams
I just like hanging out with you all the time
All those times that you didn't leave it's been occuring to me
I' d like to hang out with you for my whole life

Stay... Iv'e been loving you for quite some time
No one else is gonna love me when I get mad mad mad
So I think that it's best if we both stay stay stay stay

Stay stay stay i've been loving you for quite some time time time
You think that it's funny when i'm mad mad mad
But I think that it's best if we both stay stay stay stay

Stay stay stay i've been loving you for quite some time time time
You think that it's funny when i'm mad mad mad
But I think that it's best if we both stay"

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"Somebody", Lemonade Mouth

   'A minha vida não tem sentido!', disse ela. 'A tua vida tem sentido...', respondi eu, '...tu é que ainda não o encontraste.' Já estive na pele da primeira rapariga, mas a minha vida mudou e, com ela, a minha filosofia, tornando-me na segunda rapariga.
   Sempre me senti 'ignorada', nunca tive uma caminho certo a seguir, não acreditava na concretização dos meus sonhos, nunca me elogiei, nem nunca aceitei muito bem os elogios; eram poucas as vezes que me sentia realizada. Habituei-me a não receber, mas obriguei-me a dar, sempre. Vivia para os outros, apesar de sentir que os outros não viviam para mim (excepto uma altura em que tive uma amiga a sério). O meu único objectivo na vida era fazer os outros sentirem-se felizes e completos, sentimentos que eu nunca vivia com frequência. Era preencher os seus vazios. Era dar sem receber. Era amar sem ser amada. Era dar o meu coração aos outros... No entanto, a minha vida mudou. Cresci, conheci outras pessoas, senti outras emoções: senti-me precisa, senti que aos outros lhes agradava a minha existência. Criei ligações fortes e sólidas como nunca fizera. Deixei de pensar na minha inutilidade, porque comecei a receber. Os outros pareciam ter começado a responder aos meus invisíveis apelos, às minha orações emotivas, na procura por respostas sentimentais. Continuei a querer tornar os outros completos, mas, agora, eles também o queriam fazer comigo. Porém, apercebi-me que não os estava a deixar fazê-lo. E isso traduziu-se nos meus pensamentos e nas minhas acções. As minhas amigas desabafavam comigo, mas eu não era capaz de desabafar com elas, ou melhor, com ninguém. Sempre absorvi os meus problemas, sempre os mergulhei na minha consciência menos profunda, ignorando-os, mas reconhecendo-os. Eu não falava com ninguém, nem sequer dava pistas de algo estar mal, até dois professores meus, de liceu, terem reparado na minha ausência de vontade de estudar ou sequer viver. Ignorei as suas preocupações e fechei-me ainda mais na minha concha centenária. As coisas foram piorando. Nunca contava com ninguém, mas inconscientemente, comecei a criar uma dependência em relação às minhas amigas, e uma em especial. As minha tentativas em chamar à atenção saiam ao contrário: com o meu 'mau humor' levado ao extremo, ainda afastava mais as pessoas. O choro teria sido uma boa maneira de aliviar o meu sofrimento, mas nem isso conseguia fazer. Todos estes factores, mais alguns problemas pessoais da altura, levaram a melhor. Tudo isso quase que me fez acabar mal. E foi nesse dia (os meus amigos sabem qual) que expulsei quase todos os meus problemas, num choro intenso, num discurso emotivo, numa sensação libertadora. E esse dia foi o meu primeiro dia da minha vida como o 'eu' que realmente sou.
   O passado já lá vai, mas marcou, como marca sempre. Percebi que afinal existo e que tenho um propósito de existir: realizar os meus sonhos e ajudar os outros a realizarem os seus. É isto que "Somebody" significa para mim: abandonarmos a nossa concha e fazer desabrotar a nossa flor, para que ela floresça até ao final da nossa vida. Mesmo no último minuto, a vida sorri-nos; nós é que estamos de olhos fechados e não vemos isso. Nunca desistam de serem felizes, porque a felicidade é uma emoção muito mais profunda que outro sentimento qualquer.

"Can you see me?
'Cause I'm right here
Can you listen?
'Cause I've been trying to make you notice
What it would mean to me
To feel like somebody
We've been on our way to nowhere
Tryin' so hard to get there

[Chorus:]
And I say
Oh!
We're gonna let it show!
We're gonna just let go of everything
Holding back our dreams
And try
To make it come alive
C'mon let it shine so they can see
We were meant to be
Somebody (Somebody)
Somebody, yeah (Somebody)
Somehow
Someday
Someway
Somebody

I'm so tired
Of being invisible
But I feel it, yeah
Like a fire below the surface
Trying to set me free
Burnin' inside of me
'Cause were standing on the edge now
It's a long way down

[Chorus:]
But I say
Oh!
We're gonna let it show!
We're gonna just let go of everything
Holding back our dreams
And try
To make it come alive
C'mon let it shine so they can see
We were meant to be
Somebody (Somebody)
Somebody, yeah (Somebody)
Somehow
Someday
Someway
Somebody

We will walk out of this darkness
Feel the spotlight glowing like a yellow sun
Ohohohohoh (Ohohohohoh)
And when we fall we fall together
'Til we get back up and we will rise as one
Ohohohohoh

[Chorus:]
Oh!
We're gonna let it show!
We're gonna just let go of everything
Holding back our dreams
And try
To make it come alive
C'mon let it shine so they can see
We were meant to be
Somebody (Somebody)
Somebody, yeah (Somebody)
Somehow
Someday
Someway
Somebody
Somebody
Ooo Oh"

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"Both of Us", B.o.B. ft Taylor Swift

   O rap não é bem a minha "onda", mas a letra desta música, simplesmente, prendeu-me. Se pensarmos bem e reflectirmos sobre a sociedade actual, em todos os pontos de vista (político, económico, social, cultural...), provavelmente apercebemo-nos no quanto fútil e superficial ela é. Hoje em dia, perdemos-nos nas aparências, na beleza exterior, no dinheiro que temos (ou que os outros têm), nas ideologias contrárias, nas opiniões fatais dos outros; ignoramos o interior, o sentimento leal, preocupado e protector, as emoções dos outros, as suas palavras, os seus gestos, os seus problemas... Preocupamo-nos com a nossa reputação e aquilo que os outros pensam (ou deveriam pensar) de nós, quando há gente à nossa volta que nos ama e nos pede ajuda para se erguer de novo, que se preocupa em mantermo-nos com os pés bem assentes na terra e quase nos obriga a apreciar a vida. A essas pessoas e a pessoas como essas na minha vida, um sincero, sentido e emotivo 'muito obrigada' por terem essa função e por continuarem a exercê-la, porque, no fundo, quem salva a sociedade desta crescente falta de princípios, valores e 'bons' sentimentos são elas. Porque, se pudessem, elas arrancavam de nós o sofrimento, as preocupações, as desilusões, os problemas e a dor e vivê-lo-iam elas próprias, porque não conseguem, pura e simplesmente, ver-nos sofrer.
   "Both of Us" reflecte muito bem o que escrevi. Gostaria que todos aqueles que lerem e que recuperassem os seus 'verdadeiros' sentimentos.

P.S.: Dedico esta música a todas aquelas pessoas que me ergueram quando eu mais precisava, nomeadamente os meus amigos. Obrigada do fundo do coração. Adoro-vos.

"[Taylor Swift]
I wish I was strong enough to lift not one but both us
Someday I will be strong enough to lift not one but both of us

[B.o.B]
Ever thought about losing it?
When your money is all gone and you lose your whip
You might lose your grip
When the landlord tell you that you're due for rent
And the grass so green on the other side
Make a nigga wanna run straight through the fence
Open up the fridge about 20 times
But still can't find no food in it
That's foolishness
And sometimes I wonder
All we care so much about the way we look
And the way we talk, and the way we act
And the clothes we bought, how much that cost?
Does it even really matter?
Cuz if life is an uphill battle,
We all try to climb on the same old ladder
In the same boat with the same old paddle
Why so shallow, I'm just asking
What's the pattern to the madness?
Everybody in a #1 draft pick
Most of us aint Hollywood actors
But if it's all for one, and one for all
Then maybe one day we all can ball
Do it one time for the underdogs
Sincerely yours, from one of y'all

[Taylor Swift]
I wish I was strong enough to lift not one but both us
Someday I will be strong enough to lift not one but both of us

[B.o.B]
I can feel your pain,
I can feel your struggle
You just want to live
But everything so low,
That you can drown in the puddle
That's why I gotta hold us up
Yeah hold us up
For all the times no one ever spoke for us
So every single time that they play this song
You can say that, "that's what Bobby Ray wrote for us"
When his eyes get too high
And the sea up underneath get so deep
And you feel like you're just another person
Getting lost in the crowd
Way up high in the nosebleeds (Uh)
Because we've both been there
Yeah both of us
But we still stand tall
With our shoulders up
And even though we always against the odds
These are the things that have molded us
And if life hadn't chosen us
Sometimes I wonder
Where I would have wound up
Cuz if it was up to me
I would make a new blueprint
Then build it from the ground up
Hey, but if its all for one
And One for all
Then maybe one day
We all could ball
Do it one time for the underdogs
From Bobby Ray to all of y'all
[Taylor Swift]
I wish I was strong enough to lift not one but both us
Someday I will be strong enough to lift not one but both of us"

domingo, 30 de setembro de 2012

"I Don't Wanna Miss a Thing", Aerosmith

   Quando nos apaixonamos, só queremos estar com essa pessoa, nem que fosse preciso perder 365 noites de sono, ouvindo-a respirar, vendo o seu peito subir e descer, com calma, ao ritmo do seu suave batimento cardíaco. Nem que fosse preciso acordar às duas da manhã para ouvir a sua voz do outro lado do telefone, pedindo apoio e explicações para a tão imprevisível vida. Nem que fosse preciso passar o resto da vida no mesmo momento, num abraço eterno, num beijo delicado, num toque carinhoso, num olhar sereno, num choro sentido, numa palavra nobre, num gesto brusco, num sorriso sussurrado, numa paixão acesa, numa paz interior a dois. Só queremos estar com ele/ela, nem que fosse preciso abdicar da nossa aborrecida rotina, do nosso horário certinho, para ficarmos rendidos/as aos seus encantos, qualidades, defeitos, emoções, sentidos, olhares,... Esse sentimento que nos obriga a dar a vida pelo outro, a deixarmos o nosso ser em último, a pensar duas vezes, a reflectir os nossos erros, enfim, a acordar para o mundo é o amor. É o que nos faz querer não perder absolutamente nada desta vida. O amor faz-nos acordar, renascer, reviver, escolher e, mais do que tudo, faz-nos sentir e querer. Faz-nos desejar o impossível, pensar no improvável e concretizar o incrível. Faz-nos trazer para o mundo o nosso verdadeiro 'eu', a nossa alma completa, o nosso emocional mais escondido.
   É por isso que o amor nos pode deixar de rastos: porque nos obriga a viver ao máximo, mesmo inconscientemente. É por isso que os Aerosmith são os Aerosmith. Espero que isto vos faça dar conta de quem têm ao vosso lado e do quanto isso vale uma vida inteira para conquistar.

"I could stay awake just to hear you breathing
Watch you smile while you are sleeping
While you're far away and dreaming
I could spend my life in this sweet surrender
I could stay lost in this moment forever
Where every moment spent with you is a moment I treasure

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

Lying close to you feeling your heart beating
And I'm wondering what you're dreaming
Wondering if it's me you're seeing
Then I kiss your eyes
And thank God we're together
I just want to stay with you in this moment forever
Forever and ever

I don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

I don't want to miss one smile
I don't want to miss one kiss
I just want to be with you
Right here with you, just like this
I just want to hold you close
Feel your heart so close to mine
And just stay here in this moment
For all the rest of time Yeah yeah yeah

I don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

I Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
Cause I'd miss you babe
And I don't want to miss a thing
Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you babe
And I don't want to miss a thing

Don't want to close my eyes
I don't want to fall asleep
And I don't want to miss a thing"

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Won´t Go Home Without You", Maroon 5

   Já alguém ouviu falar de segundas oportunidades? Bem, eu já. Já as vivi e já permiti que alguém as vivesse. Foi estranho? Explicando de uma maneira mais simples: já me deram segundas oportunidades, assim como eu já dei aos outros. Não sou católica, mas faz parte do meu código moral perdoar, só depois de avaliar bem a situação, claro. Além disso, temos sempre de ver as duas perspectivas. Não podemos ser muito racionais, mas também não podemos levar tudo para o campo da emoção. Sim, às vezes é difícil perdoar, muito difícil, mas, por vezes, penso no mal que farei em perdoar ou não perdoar. Por exemplo, numa relação amorosa, o perdão é uma decisão muito importante e muito difícil de tomar. Por vezes, nem é considerada uma alternativa perdoar o/a companheiro/a, porque a dor da traição ou da mentira é sobreposta à razão pela sua dimensão emocional. E, sim, como podemos ser nós capazes de perdoar aquele que quebrou a nossa confiança, que nos humilhou, que nos deitou abaixo quando mais precisávamos de apoio para avançar? Como somos capazes de dizer 'perdoo-te' àquele que nos ofendeu, ou dizer 'amo-te' àquele que, num momento de cabeça quente, nos disse 'odeio-te', ou abraçarmos aquele que nos disse 'deixa-me'? Mas o perdão não acontece só nas relações amorosas. Na amizade, o perdão quase pode salvar uma vida. No último caso que referi, quando alguém nos diz 'deixa-me' e nós o/a abraçamos, esse abraço, que pode significar esperança, compaixão, pode ajudar o outro a ultrapassar todos os obstáculos próximos que se lhe apresentem na vida.
   Outro gesto que se baseia no perdão é o insistir em desabafar, caminhar, avançar ou, pura e simplesmente, existir e exigir a presença do 'perdoado'. Daí, "Won't Go Home Without You" ser a música do perdão, do abraço sereno, do sorriso terno. É preciso saber perdoar, mas também é preciso merecer ser-se perdoado.

"I asked her to stay but she wouldn't listen
She left before I had the chance to say
Oh
The words that would mend the things that were broken
But now it's far too late, she's gone away

Every night you cry yourself to sleep
Thinking: "Why does this happen to me?
Why does every moment have to be so hard?"
Hard to believe that

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you

The taste of your breath, I'll never get over
The noises that she made kept me awake
Oh
The weight of things that remained unspoken
Built up so much it crushed us everyday

Every night you cry yourself to sleep
Thinking: "Why does this happen to me?
Why does every moment have to be so hard?"
Hard to believe that

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you

Of all the things I felt but never really shown
Perhaps the worst is that I ever let you go
I should not ever let you go, oh oh oh

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you
And I won't go home without you
And I won't go home without you
And I won't go home without you"

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"Count On Me", Bruno Mars

   Amizade? Sim, claro! O amor não é o único sentimento belo que existe. Aliás, o amor é o segundo mais belo, porque a amizade vem em primeiro. É aquele sentimento que não se aprende, mas que se absorve, porque somos "obrigados" (não sei se é mesmo essa a palavra) a deixarmos entrar outras pessoas no nosso coração. Os amigos são das melhores coisas do mundo, logo a seguir a... bem, àquilo que considerem o melhor que há no mundo, que para mim é aquele momento a sós, em que apenas existo. Mas, voltando ao tema, a amizade leva-nos um mundo de companheirismo, lealdade, diferença, confiança e apoio. Quando estamos perdidos numa imensidão de indecisões ou carregamos mais que um fardo, um amigo sempre nos ajuda, nem que só com a sua presença, para nos guiar ou nos aliviar o peso. Às vezes, eles até conseguem explicar o que nós sentimos mesmo antes de nós o conseguirmos fazer. Incrível, não é? Isto porque eles têm uma experiência de vida diferente da nossa e talvez perspectivas diferentes em relação ao mesmo assunto, daí podermos contar sempre com eles. Dando a sua opinião, podemos entender e desvendar segredos do nosso consciente e subconsciente, porque deixamos de pensar, nem que por um momento, como costumávamos pensar. Por isso, para todos os meus amigos: dedico-vos "Count On Me", porque podem contar mesmo.

"If you ever find yourself stuck in the middle of the sea,
I'll sail the world to find you
If you ever find yourself lost in the dark and you
can't see,
I'll be the light to guide you

Find out what we're made of
When we are called to help our friends in need

You can count on me like one, two, three
I'll be there
And I know when I need it I can count on you like
Four, three, two
And you'll be there
Cause that's what friends are supposed to do,
Oh yeah

Wooooh, wooooh

If you're tossing and you're turning
and you just can't fall asleep
I'll sing a song beside you
And if you ever forget how much you really mean to me
Everyday I will remind you
Oh
Find out what we're made of
When we are called to help our friends in
need

You can count on me like one, two, three
I'll be there
And I know when I need it I can count on you like
Four, three, two
And you'll be there
Cause that's what friends are supposed to do,
Oh yeah

Wooooh, wooooh

You'll always have my shoulder when you cry
I'll never let go, never say good-bye

You know you can count on me like one, two, three
I'll be there
And I know when I need it I can count on you like
Four, three, two
And you'll be there
Cause that's what friends are supposed to do,
Oh yeah

Wooooh, wooooh

You can count on me cause I can count on you"