Que músicas já foram comentadas. . .

"Long Live", Taylor Swift ; "Mean", Taylor Swift ; "Better than Revenge", Taylor Swift ; "Closer to the Edge", 30 Seconds To Mars ; "Nashville", David Mead ; "Count On Me", Bruno Mars ; "Won't Go Home Without You", Maroon 5 ; "I don't wanna miss a thing", Aerosmith ; "Both of Us", B.o.B ft Taylor Swift ; "Somebody", Lemonade Mouth ; "Stay, Stay, Stay", Taylor Swift ; "Two is Better than One", Boys Like Girls ft Taylor Swift (desculpem, não consegui resistir!) ; "Sorte Grande", João Só e Abandonados ft Lúcia Moniz ; "Unbelievable", EMF ; "Hey Stephen", Taylor Swift ; "Fairy Tail", Yasuharu Takanashi (instrumental) ; "Predestination", Fairy Tail (instrumental) ; "Kanashiki Kako", Fairy Tail (Instrumental) ; "Puedes ver pero no tocar", RBD ; "I Knew You Were Trouble", Taylor Swift ; "Coming Home", Diddy ; "Never Grow Up", Taylor Swift ; "Wherever You Will Go", The Calling ; "Chasing Cars", Snow Patrol ; "Demons", Imagine Dragons ; "Beneath Your Beautiful", Labrinth ft Emile Sandé ; "Fantastic Dream", Kaleido Star (Instrumental) ; "A Pele que há em Mim", Márcia com J.P. Simões ; "The Diary of Me", Taylor Swift ; "Impossible", James Arthur ; "I'm Only Me When I'm With You", Taylor Swift ; "A Different Beat", Little Mix ; "All of Me", John Legend ; "Staring at It", SafetySuit ; "A Thousand Years", Chritina Perri ft Steve Kazee ; "Ordinary Love", U2 ; "Stop This Train", John Mayer ; "Radioactive", Imagine Dragons ; "Thinking of You", Katy Perry ; "One Last Time", Ariana Grande ; "Edge of Desire", John Mayer ; "Almost Home", Alex and Sierra ; "What I Did For Love", David Guetta ft. Emeli Sandé ; "My Songs Know What You Did in the Dark", Fall Out Boy ; "Dança", Pólo Norte ; "O Tempo Não Pára", Mariza ; "Long Live", Taylor Swift (2ª versão) ; "Roman Holiday", Halsey ; "Breathe Me", Sia ; "Até ao Verão", Ana Moura ; "Hands to Myself", Selena Gomez ; "Jet Black Heart", 5 Seconds of Summer ; "Let Me Go", Avril Lavigne ft Chad Kroeger ; "Kings and Queens", 30 Seconds to Mars" ; "Todos os Dias", Paulo Sousa ; "Paris", The Chainsmokers ; "In The Blood", John Mayer ; "Stangeness and Charm", Florence and The Machine ; "Another Day In Paradise", Phil Collins ; "Bedshaped", Keane ; "In The Air Tonight", Phil Collins ; "Ordinary World", Duran Duran ; "Trevo (Tu)", Anavitória ft. Diogo Piçarra ; "If I Ain't Got You", Alicia Keys ; "Blinding", Florence and The Machine ; "Someone That Cannot Love", David Fonseca ; "Yellow", Coldplay ; "Promise", Ben Howard ; "The Whole of the Moon", The Waterboys ; "Let it Go", James Bay ; "Believe", Mumford & Sons ; "Say Something", A Great Big World ft. Christina Aguilera ; "Gold Rush", Taylor Swift ; "Blinding Lights", The Weeknd ; "É Isso Aí", Ana Carolina ft. Seu Jorge ; "Renegade", Big Red Machine ft. Taylor Swift ; "lovely", Billie Eilish ft. Khalid ; "The Only Exception", Paramore ; "You're Losing Me", Taylor Swift ; "The Story", Brandi Carlile ; "Guilty as Sin?", Taylor Swift ;

terça-feira, 22 de outubro de 2013

"I'm Only Me When I'm With You", Taylor Swift

   É incrível como as pessoas conseguem desencantar, do meu profundo ser, um enorme leque de personalidades. E, hoje, apresento o meu lado mais louco e divertido, apenas despertado pelas pessoas certas.
   Na maior parte do tempo, sou uma pessoa calma, silenciosa, observadora e equilibrada. Mas quando estou com as pessoas mais loucas que conheço, esse meu lado é substituído, em grande parte, por um lado divertido, que só quer exprimir a loucura que sente, seja de que maneira for. Este meu lado é caracterizado por ser cantor e bailarino amador, grande tagarela, com pensamentos irracionais e pouco habituais, com uma vontade imensa de gritar e de dizer as coisas mais sem sentido que lhe vêm à cabeça. É um lado que não se preocupa com olhares críticos, quando manda o corpo dar uma pirueta enquanto atravessa a estrada. É um lado que não quer saber se a voz está desafinada ou rouca ou que a cabeça não sabe a letra da canção decore. É um lado que sorri apenas por ouvir o nome das pessoas de que mais gosta, mas também é um lado que entristece quando essas pessoas se vão. Este meu lado, o lado mais rockeiro, como eu lhe costumo chamar, não hesita em mostrar as suas qualidades e não pensa sequer nos defeitos. Em termos mais concretos, o meu lado rockeiro vem ao de cima sempre que estou com os meus "correspondentes" ou sempre que penso neles. Só eles sabem como é fácil decorar mais de 100 músicas do mesmo artista em poucos meses. Só eles sabem como eu gosto de cantar essas músicas a toda a hora. Só eles sabem que só tenho vontade de dançar quando estou com eles. Só eles sabem tudo sobre esse lado.
   O meu lado rockeiro não tem limites e está sempre pronto a receber novos ideais. É incrível como esses ideais se entranham de uma maneira tão louca e mais incrível ainda é a sua natureza (só para perceberem melhor: eu sei da vida íntima de ídolos que nem sequer são meus). O meu lado rockeiro homenageia os seus "correspondentes" a toda a hora, nunca pedindo nada em troca nem tendo respostas garantidas. O meu lado rockeiro dá em louco com eles e dá-lhes cabo da paciência, no bom sentido. A toda a hora, este meu lado só espalha energia positiva, nunca parando para pensar no passado ou no futuro, vivendo cada momento como único e até ao último segundo. Em momento algo, é egoísta ou superior. Por vezes, até leva ao paraíso os seus "correspondentes", não voando ele próprio sem que eles não estejam preparados. Este meu lado rockeiro tem-se tornado mais habitual, ocupando-me grande parte do tempo, indo comigo para casa, preparar o jantar ou apanhar a roupa.
   É com esta pequena mensagem que agradeço aos meus "correspondentes" por fazerem o meu lado rockeiro vir ao de cima e por fazerem transparecer que gostam dele, o apoiam e o incentivam em tudo o que faça. Quero agradecer-lhes por serem os melhores "afilhados" de sempre, por me ajudarem a ser feliz e por serem felizes comigo. Porque sou apenas eu quando estou com vocês... Adoro-vos!


"Friday night beneath the stars
In a field behind your yard
You and I are painting pictures in the sky

And sometimes we don't say a thing
Just listen to the crickets sing
Everything I need is right here by my side

And I know everything about you
I don't wanna live without you

I'm only up when you're not down
Don't wanna fly if you're still on the ground
It's like no matter what I do
Well, you drive me crazy half the time
The other half I'm only trying
To let you know that what I feel is true
And I'm only me when I'm with you

Just a small town boy and girl
Living in the crazy world
Trying to figure out what is and isn't true

And I don't try to hide my tears
The secrets, or my deepest fears
Through it all nobody gets me like you do

And you know everything about me
You say that you can't live without me

I'm only up when you're not down
Don't wanna fly if you're still on the ground
It's like no matter what I do
Well, you drive me crazy half the time
The other half I'm only trying
To let you know that what I feel is true
And I'm only me when I'm with you

When Im with anybody else
Its so hard to be myself
And only you can tell

That I'm only up when you're not down
Don't wanna fly if you're still on the ground
It's like no matter what I do
Well, you drive me crazy half the time
The other half I'm only trying
To let you know that what I feel is true
And Im only me
Who I wanna be
Well, Im only me when Im with you
With you, uh huh hu, yeah"

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"Impossible", James Arthur

  "Tu. Tu. E tu. Só tu existias naquele meu pequeno mundo. Só via o teu cabelo preto e os teus olhos azuis. O sabor dos teus lábios era o único que queria provar. O calor do teu corpo era o único que queria sentir. Caminhar ao teu lado era um sonho que realizava desde que te vira da primeira vez. Rir contigo era como chorar contigo: um momento único; caso alguma vez acontecesse. Amava-te como ninguém e era ninguém antes de te amar. Fazia tudo por ti, excepto morrer. Aí, salvar-me-ias. Sorria por ti, preocupava-me contigo e pensava em ti. Em todas as músicas, em todas as montras, em todas as imagens, o meu reflexo aparecia junto ao teu. Eramos tão diferentes, que nos completávamos apenas com o olhar. A felicidade imperava, mesmo quando a tristeza tentava usurpar o seu trono. Para mim, tu chegavas. Apenas tu e o teu amor. Apenas isso. Apenas tu serias a minha vida. Mas, agora...

    Agora, chega! Vou parar com tudo isto. Vou deixar de te amar. Vou deixar-me dos dramas de te querer e não te ter. Vou esquecer os traços do teu rosto, os teus olhos e o teu sorriso. Vou ignorar os teus gestos carinhosos e os teus elogios. Os teus agradecimentos e as tuas desculpas, vou enterrá-las bem fundo. Vou distorcer a minha maneira de te ver e vou esquecer a maneira como me fazes sentir. Vou impedir o meu coração de parar quando passas ou me olhas. Vou ordenar às minhas mãos que parem de tremer quando te quero abraçar. Vou expulsar do meu pensamento tudo o que seja parte de ti. Vou proibir o meu corpo de se sentir nas nuvens quando os meus olhos te vêem. Vou proibir a minha mente de pensar em ti, antes de adormecer e depois de acordar. Vou mudar o significado das músicas em que estás presente. Vou criar novos significados nessas músicas; vou criar novos significados em imagens tuas que tenho na cabeça, nas paisagens a que pertences e até na inicial do teu nome. Vou esquecer-me de como estive feliz sempre que estava a teu lado, e do quanto triste me sentia quando o teu sorriso desaparecia. Vou fazer desaparecer a vontade de te abraçar a cada segundo e a vontade de te beijar a cada momento. Vou tornar impossíveis todas as viagens que faríamos juntos, todos os filmes que assistiríamos, todos os concertos a que iríamos e todos os olhares que partilharíamos. Vou esquecer de como me iria comportar quando saíssemos num encontro. Vou ignorar todos os sentimentos que em mim explodiriam quando me beijasses, quando me abraçasses, quando te encostasses a mim. Vou deixar de imaginar como me sentiria quando me oferecesses a aliança de namoro, e, mais tarde, a de noivado. Vou apagar da memória todas as tentativas de reproduzir o nosso casamento, mentalmente. Vou arrancar do meu imaginário os momentos de discussão e desabafo que teria contigo a meu lado. Enfim, tudo o que me lembre de ti, vou fazê-lo desaparecer, como se nunca tivesse existido. Irei libertar-me de tudo isso, nem que, para isso, tenha de escrever o teu nome cem vezes e atirar o papel para a fogueira, cem vezes. Desaparecerás da minha memória para sempre...

    Saudade? Não, não sinto saudade. Sinto-me ingénua. Como fui capaz de te amar assim, tão incondicionalmente? Agora que olho para trás, vi como sofri por ti. Vi como foi desejar o fruto proibido ou, pelo menos, proibido para mim. Mas tudo isso é passado. E ainda bem que é passado. Já estava na altura de seguir em frente. Agora, estou feliz, sinto-me feliz. Sem ti, contigo, agora é-me igual. Não fazes falta na minha vida, pelo menos, não nesse sentido. Posso estar sem ti, mas isso não significa que esteja só. Estou acompanhada, sempre. Seja onde for, as pessoas que mais me são chegadas mantém-se no meu coração e tu estás incluído. Mas, desta vez, não estás preso tão profundamente como estavas antigamente. Digo e volto a dizer: sou feliz. Esqueci tudo o que tinha a esquecer e segui em frente. Foi difícil? Sim, claro que foi. Porque não haveria de ser? Mas foi-se... é isso que interessa."

"I remember years ago

Someone told me I should take
Caution when it comes to love
I did

And you were strong and I was not
My illusion, my mistake
I was careless, I forgot
I did

 And now when all is done
There is nothing to say
You have gone and so effortlessly
You have won
You can go ahead tell them

 Tell them all I know now
Shout it from the roof tops
Write it on the sky line
All we had is gone now
  
Tell them I was happy
And my heart is broken
All my scars are open
Tell them what I hoped would be
Impossible, impossible
Impossible, impossible
  
Falling out of love is hard
Falling for betrayal is worse
Broken trust and broken hearts
I know, I know...
Thinking all you need is there
Building faith on love and words
Empty promises will wear
I know, I know...

 And now when all is done
There is nothing to say

And if you're done with embarrassing me
On your own you can go ahead tell them
  
Tell them all I know now
Shout it from the roof tops
Write it on the sky line
All we had is gone now
  
Tell them I was happy
And my heart is broken
All my scars are open
Tell them what I hoped would be
Impossible, impossible
Impossible, impossible
  
I remember years ago
Someone told me I should take
Caution when it comes to love
I did

 Tell them all I know now
Shout it from the roof tops
Write it on the sky line
All we had is gone now
  
Tell them I was happy
And my heart is broken
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, hoped would be
Impossible, impossible
Impossible, impossible
Impossible, impossible
Impossible, impossible"

domingo, 25 de agosto de 2013

"Diary of Me", Taylor Swift

   Hoje é o primeiro aniversário do meu blogue e hoje ficarão a saber por que escrevo um blogue.

   Primeiro que tudo, quero que saibam que já tive outros blogues, mas apaguei-os, porque nunca me apetecia continuá-los. Mas este é diferente.
   Ainda alguém se lembra do MSN? Pois. Quase todos os dias, eu escrevia uma mensagem ou uma frase, apenas, sobre qualquer coisa. Uma expressão pequena sobre o amor ou a amizade ou a perda. Até que uma dia, uma amiga aconselhou-me a escrever este blogue. E assim fiz. Comecei com aquela mensagem de "Long Live" que, olhando agora para trás, demonstra a minha imaturidade neste tipo de escrita. Mas... porque comecei a escrever mesmo?
   Todos somos diferentes, por isso, todos nos expressamos de maneira diferente. Uns cantam, outros dançam, outros pintam e outros escrevem. Eu escrevo porque esta é uma das poucas maneiras que tenho para me expressar. Gosto de dizer o que penso, mas é muito mais fácil de fazê-lo e explicá-lo se for por escrito. Além disso, a palavra escrita tem o poder de nos fazer reflectir mais facilmente do que a palavra dita, porque lê-mo-la vezes sem conta. Está sempre ali. Não se desvanece na memória, nem é levada pelo vento. Na minha escrita, partilho estados de espírito. Sempre partilhei. Mesmo antes de ter Facebook, este blogue ou o MSN, já partilhava estados de espírito. Ou escrevia num caderninho palavras soltas (nada de diários; ficavam sempre a meio) ou encaixava-los nas conversas com as minhas amigas, dando conselhos ou apenas lançando um olhar. Por mais que possa não parecer, partilhar estados de espírito é das coisas mais difíceis para mim. É mostrar as minhas fraquezas e os melhores lados. É admitir a solidão ou a sensibilidade, a fragilidade que habita a minha mente. Partilhar um estado de espírito é criar intimidade com o mundo, é mostrar o nosso lado mais pessoal a pessoas que nem sequer nos viram uma única vez na vida. É como que desabafar com desconhecidos, que lêem a nossa dor ou felicidade.
   Sendo "escritora", tenho que ter cuidado para não ofender ou magoar os meus leitores. Mas sou uma "escritora de estados de espírito" e se quero partilhar os meus sentimentos, então alguém pode sair magoado. Alguém pode identificar-se com a minha dor ou simplesmente com a minha situação e pode cair nas garras do meu passado, que, naquela altura, escrevi. No entanto, o lado bom nisso é que essa pessoa percebeu. Percebeu realmente como eu estava, ou tentei estar. Uma coisa importante a ter em atenção sobre este tipo de escritores é o facto de que algumas mensagens corresponderem à realidade, não significa que corresponda à história verdadeira. Confuso? Eu explico. Só porque me apaixonei, por exemplo, não quer dizer que todas as mensagens de amor sejam sobre ele. Eu já escrevia sobre o assunto há muito tempo, muito antes disso acontecer, lembram-se? Pensem que as mensagens de amor ou de outro assunto qualquer possam estar a ser escritos pela minha imaginação incrivelmente fértil, por uma personagem que invento no momento. Por poucas palavras, até as pessoas que são mais próximas de mim podem não reconhecer a realidade da autora, podem não conseguir distinguir entre mim própria e uma personagem que possa estar a sentir o mesmo, mas expressar-se de outra maneira.
   Podem estar a odiar-me neste momento, mas, apesar destas "personalidades contraditórias", tudo o que escrevo, em algum momento da vida, pode ser verdade. Às vezes, não precisamos de passar por certas situações para saber como nos sentimos. A minha inspiração para escrever sobre o que não vivi é observar os outros. Como reagem as raparigas a um desgosto de amor? Como reagem os rapazes a uma separação? Como reflecte um casal sobre os momentos que passam juntos? Foi assim que eu aprendi a viver: a observar os outros. Passo a vida inteira a observar as pessoas: cada piscar de olhos, cada sorriso, cada madeixa de cabelo lançada para trás da orelha, cada abraço, cada lágrima, cada silêncio. Sim, o silêncio. O silêncio dá-me tanta informação, mais do que vocês possam imaginar. Daí que, mesmo não tendo passado por certa situação, consiga escrever sobre ela. Pode não ser 100% confiável, mas garanto-vos que é muito próxima da realidade (isto sou eu a ser convencida pela 3ª ou 4ª vez na vida). E, podem não gostar, mas sou assim e sempre vou ser. Sou reservada, mas partilho estados de espírito num blogue público. Contraditório? Vou deixar ao vosso critério.

Boas leituras e obrigada pela companhia e paciência.

"I'm a laid back t-shirt, blue jean, mood ring kinda girl 
Hey, yeah, what's a word on you? 
Lay low, I'm a mission rebel, angel devil 
Little left of the middle 
Sometimes I get temperamental 

Here I am, an open book 
Turn the page, it's all the range 
Get a look on the inside 
What you get is what you see 
Baby, you hold the key to the diary of me 

I'm poetry, complicated, simply stated 
Hey, yeah, baby, how about you? 
I was born free 
I'm a cell phone hippie, are you with me? 
When I mess up, I don't get up 
I just get down to you 

Here I am, an open book 
Turn the page, it's all the range 
Get a look on the inside 
What you get is what you see 
Baby, you hold the key to the diary of me 

It's raining on Sunday, there's nothing on TV 
Yesterday was lonely, you're the only one who gets me 
My mind is like an island drifting through the ocean 
I can't stop thinking about you 
I bet you're thinking of me too 

But here I am, an open book 
Turn the page, it's all the range 
Get a look on the inside 
What you get is what you see 
Baby, you hold the key to the diary of me, yeah 


Here I am, an open book 
Turn the page, it's all the range 
Get a look on the inside 
What you get is what you see 
Baby, you hold the key to the diary of me"

domingo, 7 de julho de 2013

"A Pele que há em Mim", Márcia com J.P. Simões

    Aqui está a prometida mensagem! Espero não desiludir quem a pediu.

    E quando tudo acaba, como poderemos voltar a viver como sempre vivêramos? Habituá-mo-nos a viver acompanhados a toda a hora por aquela pessoa que mais queríamos e agora isso acabou. Primeiro, relembramos tudo o que passámos com ela: os momentos felizes e os momentos menos felizes. Depois, percebemos que acabou e essa pessoa ficou com grande parte de nós. A certa altura, compreendemos que queremos isso de volta. Mas, às vezes, não queremos o que tínhamos com essa pessoa, mas sim o que ela nos tirou. Aliás, não queremos, precisamos de ter isso de volta. Precisamos da nossa peça de personalidade perdida que ela levou para seguirmos em frente. Precisamos de ter de volta a nossa noção de realidade para continuarmos a viver. Não podemos simplesmente ficar presos no passado, no incrível que foram aqueles tempos, no quanto queríamos que não acabassem. Não podemos manter-nos agarrados à memória, revivendo antigas recordações, fotografias do passado, e evitar o futuro. Temos de seguir em frente, pensar que poderemos encontrar algo assim, ou melhor, num momento próximo, com outra pessoa, ou, pura e simplesmente, ficarmos connosco próprios, reflectindo nas nossas vontades e sonhos. Temos que gritar "que se dane!" ao nosso subconsciente que, constantemente, nos leva ao passado. Esquecer a felicidade antiga é o que devíamos fazer para procurar uma nova felicidade. Sim, às vezes, é difícil, mas tem que ser. Não podemos ignorar a vida só porque a feliz conjectura que vivemos acabou. Temos que enfrentar essa memória e seguir em frente. Esquecer e avançar.



"Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo no meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.
Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.
Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O meu barco vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala."

terça-feira, 21 de maio de 2013

"Fantastic Dream", Kaleido Star (Instrumental)

   O traje académico não é só um conjunto, não é só uma tradição, não é só uma máscara. O traje académico é, cada vez mais, um símbolo de distinção social, segundo alguns, e até "protofascista", segundo outros. Mas, para mim, o traje académico significa muito mais. Para além de representar uma nova fase da minha vida, representa um sonho que nunca pensei alcançar, um desejo que nunca sonhei realizar, um objectivo que nunca julguei atingir, cumprir. Nunca imaginei a minha vida para lá de 2012. Sim, acreditei no fim do mundo, mas não desse mundo; acreditei no fim do meu mundo. Por isso, o traje quase representa uma vida nova para mim, uma segunda oportunidade de viver, de fazer o que gosto e o quero, de sorrir com novos motivos e chorar com outros. Pode parecer contraditório, mas o traje faz-me sentir que existo e que não sou igual aos outros, mesmo que vestida da mesma maneira.
   Sempre tive dúvidas e problemas, como toda a gente, mas desde há uns anos para cá, essas dúvidas e problemas aumentaram de tal nível que quase me destruíram. É por isso que é tão importante para mim trajar, porque isso significa que ultrapassei os obstáculos que a vida me apresentou, que segui em frente e não olhei para trás, que existo e estou viva, mais viva que nunca. É por isso que “tradição” e “máscara” não chegam para caracterizar o traje académico. O traje é símbolo de responsabilidade e de existência social e, lá no fundo, é o meu orgulho representado a preto a branco. É o meu orgulho em mim própria e foi a segunda vez que tive tanto orgulho no meu insignificante ser.
   Por fim, agradeço a todos aqueles que tornaram esse orgulho possível, nomeadamente família e amigos, mas também a pessoas que nunca conheci na vida e outras que conheço, mas das quais pouco sei. Por último, mas não menos importante, um grande OBRIGADA aos meus padrinhos de praxe, por terem acreditado em mim e nunca me terem rejeitado. Muito obrigada!

sábado, 4 de maio de 2013

"Beneath Your Beautiful", Labrinth ft Emile Sandé

   "E lá estava ela, outra vez. Linda, aos meus olhos. Desprezível, aos dela. De sorriso triste e olhar vazio. As suas mãos ardem de tanto as esfregar, tentando conter-se, pois as suas lágrimas desesperam para sair. Até o seu cabelo negro parece mais escuro hoje. Como pode o seu coração ter perdido tanto brilho e entusiasmo? Os seus ouvidos estão, agora, constantemente ocupados com a sua música preferida. O seus pés cravam o chão com subtileza e descrição. As mesmas com que ela esconde a dor há tanto tempo. O seu mundo ficou ainda mais pequeno, porque o seu abrigo seguro desapareceu e ela não conhece outra maneira. Quem me dera fazer parte desse mundo. Quem me dera envolvê-la nos meus braços e salvá-la de toda aquela dor. Mas... e se eu não for o que ela quer? E se for demais, será que ela ia estranhar? Não quero que se torne dependente de mim, mas quero ajudá-la. Queria amá-la como ela o amou. Queria que ela me amasse como ela o amou. Queria ser o seu novo abrigo seguro, fazê-la sentir-se bela como é e feliz como quer ser. Queria amá-la, mas não sei se sou capaz..."
Joe Spencer 

   "E lá estava ele, outra vez. Com toda aquela perfeição, que me faz querê-lo. Aqueles olhos penetrantes, aquele sorriso irresistível, aquela personalidade... Mas é claro que ele não vai reparar em mim. Eu bem que fixo o meu olhar no dele, mas ele parece ignorar. Ele nem sabe como me faz sofrer. Queria que ele me ajudasse a esquecer o meu passado, aquele passado que me marcou e me feriu como nunca me tinha acontecido. Porque é que aquele amor foi tão forte e é agora tão difícil de esquecer? Mas ele... Ele faz-me rir. Faz-me sentir viva outra vez, faz-me sorrir, andar, esquecer e reflectir. Mas não posso sentir-me assim com ele. Porque, se isso acontecer, vou voltar a sofrer, porque ele não me quer como eu quis o outro e como eu o vou querer a ele. Por isso, vou afastar-me. Não quero sofrer outra vez, não daquela maneira. Se me afastar, sofro menos. Sim, vou afastar-me para resolver isto. Não consigo ser eu se não resolver este conflito que me assombra. Sim, vou evitar a multidão, até conseguir viver, em vez de sobreviver. E espero que consiga resolver isto depressa. Porque não quero perdê-lo. Não quero mesmo perdê-lo..."
Mary Dawson

   Se todos conseguíssemos ler pensamentos ou, pelo menos, os olhos, então, tudo seria diferente, muito diferente...

"You tell all the boys "no"
Makes you feel good, yeah
I know you're out of my league
But that won't scare me away, oh no
You've carried on so long
You couldn't stop if you tried it
You've built your wall so high
That no one could climb it
But I'm gonna try

Would you let me see beneath your beautiful?
Would you let me see beneath your perfect?
Take it off now girl, take it off now girl
I wanna see inside
Would you let me see beneath your beautiful tonight?

You let all the girls go
Makes you feel good, don't it?
Behind your Broadway show
I heard a voice say, please, don't hurt me
You've carried on so long
You couldn't stop if you tried it
You've built your wall so high
That no one could climb it
But I'm gonna try

Would you let me see beneath your beautiful?
Would you let me see beneath your perfect?
Take it off now boy, take it off now, boy
I wanna see inside
Would you let me see beneath your beautiful tonight?
Ohhh, tonight

See beneath, see beneath
I tonight
I

I'm gonna climb on top your ivory tower
I'll hold your hand and you'll, you'll jump right out
We'll be falling, falling
But that's okay
Cause I'll be right here
I just wanna love

Would you let me see beneath your beautiful?
Would you let me see beneath your perfect?
Take it off now, boy, take it off now girl
Cause I wanna see inside
Would you let me see beneath your beautiful tonight?
Tonight, see beneath your beautiful
Oh, tonight, we ain't perfect, we ain't perfect
Would you let me see beneath your beautiful tonight?"

domingo, 7 de abril de 2013

"Demons", Imagine Dragons

   Os olhos são o espelho da alma, certo? É nos olhos que se vêem os verdadeiros sentimentos de uma pessoa. É nos olhos que estão as verdadeiras intenções. É nos olhos que está a verdadeira dor.
   Todo o ser humano é controverso, oposto, contraditório. Todos temos um lado negro. Todos temos um lado menos negro. Podemos até querer o melhor para alguém, mas há sempre uma pequena parte que quer a sua desgraça. A nossa maneira de lidar com as situações mostra que lado impera na nossa consciência: se o lado negro, se o menos negro. Podemos sorrir, num tom sincero, mas os nossos olhos podem estar a explodir de tristeza. Obrigamo-nos a lidar bem com as outras pessoas, quando o que queremos mesmo é fugir delas. Dizemos que sim e que não, quando nem sequer queremos saber. Outras vezes, podemos parecer abstraídos da realidade, quando, afinal, estamos a absorver tudo, mesmo o que nos magoa. Não queremos desiludir quem nos quer bem, mas, no final, desiludimo-nos a nós próprios.
   O nosso lado negro é como o lado pessimista de uma situação, o lado extremamente pessimista de uma situação. É aquele que nos incita nos caminhos dos pecados mortais. É o lado negativamente "consequencialista". É aquele lado que nos faz ranger os dentes, cerrar os punhos, gritar de raiva. Aquele lado que apenas aparece para nos deitar abaixo ou preparar um qualquer plano malévolo para nos vingarmos. Quando esse lado ganha a "eterna batalha", fazemos coisas de que nos arrependemos, dizemos coisas que nem sequer pensámos e agimos de uma maneira horrivelmente imprevisível. Os muros negros caem e a destruição que provocam pode ser absoluta. No entanto, e por vezes, esse desabamento mental serve para os outros perceberem que chegámos ao limite. E só chegámos ao limite, porque ninguém percebeu, ou quis perceber, a nossa linguagem escrita nos nossos olhos, quando pedíamos para desaparecer ou para nos abraçarem.
    O pior problema do nosso lado negro é que é tão subtil que chama com prazer aqueles que amamos e depois os atira para o precipício, magoando-os, ignorando a vontade do lado menos negro. Ao mesmo tempo, queremos a sua ajuda, mas também queremos pisá-los; queremos estar com eles, mas queremos separarmo-nos. No fim, somos todos os contrários personificados.

"When the days are cold
And the cards all fold
And the saints we see
Are all made of gold

When your dreams all fail
And the ones we hail
Are the worst of all
And the blood's run stale

I want to hide the truth
I want to shelter you
But with the beast inside
There's nowhere we can hide

No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come

When you feel my heat
Look into my eyes
It's where my demons hide
It's where my demons hide
Don't get too close
It's dark inside
It's where my demons hide
It's where my demons hide

When the curtain's call
Is the last of all
When the lights fade out
All the sinners crawl

So they dug your grave
And the masquerade
Will come calling out
At the mess you made

Don't want to let you down
But I am hell bound
Though this is all for you
Don't want to hide the truth

No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come

When you feel my heat
Look into my eyes
It's where my demons hide
It's where my demons hide
Don't get too close
It's dark inside
It's where my demons hide
It's where my demons hide

They say it's what you make
I say it's up to fate
It's woven in my soul
I need to let you go

Your eyes, they shine so bright
I want to save that light
I can't escape this now
Unless you show me how

When you feel my heat
Look into my eyes
It's where my demons hide
It's where my demons hide
Don't get too close
It's dark inside
It's where my demons hide
It's where my demons hide"

domingo, 10 de março de 2013

"Chasing Cars", Snow Patrol

   "Quem me dera poder voltar atrás..."
   Mas não podes. Nunca hás-de conseguir voltar atrás. Nunca poderás apagar os teus erros cometidos, mudar as tuas atitudes tomadas ou alterar as tuas palavras proferidas, no passado. Podes tentar fazê-lo, tendo outros comportamentos que possam ser remediadores desses erros, atitudes ou palavras. Mas, a verdade é que perdemos no tempo a nossa vontade de seguir os instintos a toda a hora. Arrepende-mo-nos de ter dito aquilo que queríamos ou de não o ter dito. Sofremos por não termos feito o que queríamos, por não termos pensado no que queríamos fazer para o resto da vida, por não imaginarmos a nossa mente fora da sua rotina. Perdemos a cabeça porque as coisas não correm como nós queremos, deixamos coisas maravilhosas por acontecer e tememos coisas que possam nem sequer vir a acontecer. Porque é que fazemos isso? Porque é que antecipamos o futuro a toda a hora? Sim, devemos ter em conta um futuro próximo quando tomamos decisões, mas antecipar todo o futuro porquê? Porque não vivemos simplesmente o momento? Vivemos sempre, ou quase sempre, com medo de agir sem pensar, sem antecipar, sem querer saber aquilo que as pessoas, e até a nossa família e amigos, possam pensar. Porque não usamos o livre-arbítrio que temos e saímos da rotina? Porque é que ficamos presos num horário?
   Eu queria... queria mesmo sair da rotina. Viajar, desaparecer, existir como eu própria, sem mais ninguém. Usar o meu tempo sem ter que usar um relógio, um horário, uma agenda. Quero fazer o que quero mesmo fazer, do fundo do meu ser. Quero seguir os meus impulsos, os meus instintos, a minha vontade reprimida pelo tempo. "Quem me dera poder voltar atrás" seria uma expressão desconhecida no meu vocabulário. Não quero voltar atrás. Não quero desfazer o que fiz. Não quero apagar os erros que cometi, não quero mudar as atitudes que tomei, não quero alterar as palavras que proferi. Não quero fazer nada disso porque tudo isso é passado. E o passado, para mim, pouco importa. Ainda importa, mas pouco. Importa porque ainda não fiz o que quero fazer. Importa porque ainda tenho a vida pela frente. Importa porque estou revoltada por viver reprimida. Mas o passado vai deixar de importar...
   Quero que pensem nisso. Quero que abracem quem têm de especial ao vosso lado, que beijem aquele/a que é dono/a do vosso coração, que agradeçam a um(a) amigo/a por tudo o que tem feito por vocês, que elogiem alguém que o mereça, que chamem à razão alguém que a tenha perdido. Quero que vivam a vida como se tudo pudesse acontecer. Quero que pensem que o impossível é possível de todas as maneiras e feitios. Quero que valorizem todos os momentos da vossa vida, sejam eles bons ou maus, felizes ou tristes, entusiasmantes ou melancólicos. Quero que sigam os vossos instintos e não se arrependam de dizer a verdade a todos, até mesmo a vós mesmos, mesmo quando custa. Quero que vivam a vida ao máximo, porque amanhã... Amanhã pode ser demasiado tarde...

"We'll do it all
Everything
On our own

We don't need
Anything
Or anyone

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

I don't quite know
How to say
How I feel

Those three words
Are said too much
They're not enough

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life

Let's waste time
Chasing cars
Around our heads

I need your grace
To remind me
To find my own

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Forget what we’re told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life

All that I am
All that I ever was
Is here in your perfect eyes, they're all I can see

I don't know where
Confused about how as well
Just know that these things will never change for us at all

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?"

sábado, 23 de fevereiro de 2013

"Wherever you will go", The Calling

   Um desgosto de amor também é uma coisa boa...
   Parece tolo vindo de mim, certo? Eu, que escrevo sobre o amor, as coisas boas e más, a dizer que um desgosto é uma coisa boa?! Mas, no fim de contas, é verdade, não é? Um desgosto de amor liberta-nos da nossa quase-obsessão em amar alguém que não nos ama. Deixamos de ver o resto do mundo, porque só olhamos para ele. Mesmo os amigos mais próximos são obrigados a ouvir as nossas felicidades. O nosso mundo fica resumido a uma pessoa. Uma pessoa que nem sequer nos olha com os mesmos olhos com que nós olhamos para ela. Essa pessoa, por vezes, nem faz ideia de como nos sentimos. Mas, por vezes, essa pessoa sabe o que sentimos, só não sabe é lidar com a situação. Mas, porquê? Porque é que nos apaixonamos pela pessoa errada? Porque tem que ser. Temos de sentir as supostas coisas boas e as supostas coisas más. Temos de perceber que a vida nem sempre corre como nós queremos.
   Quando temos um desgosto de amor, a vida torna-se num profundo poço, escuro e sem fundo. Até que descobrimos que, afinal, temos um amigo que nos faz rir desde que nos conheceu, umas amigas que nos aconselham e nos distraem e um MP3 cheio de emoções. Demora, mas, passado algum tempo, ele deixa de estar 100% na nossa vida. A nossa visão começa a adaptar-se à sua falta e a percorrer o resto do mundo. Os nossos olhares perdem um pouco do seu brilho, mas começam a notar outros que não os olhares dele. As nossas mãos deixam de tremer quando ele passa por nós, embora tenham uns flashs de vez em quando. O nosso coração vai perdendo o calor que habitou por tanto tempo, mas, um dia, há-de sentir o dobro.
    Só com um desgosto, podemos seguir em frente e apreciar outras coisas belas da vida. Coisas que antes não víamos. Coisas que antes não ouvíamos, que nunca pensámos dizer, nem sentir, nem viver. Depois de um desgosto de amor, tudo parece ainda melhor, porque acabámos por nos livrar de um peso. Quando tudo acaba e sabemos que, afinal, nada houve, é como tirarem-nos as correntes que nos prendiam nele. É a sensação que, por vezes, esperamos. É horrivelmente doloroso sentir algo por alguém, seja amor, amizade, qualquer coisa, e esse alguém não nos responder, não nos retribuir. Por isso, se essa "relação" acabar, a nossa dor acaba, o nosso desespero acaba, o nosso aperto no coração acaba. Somos nós outra vez. Sim, somos um pouco diferentes. Talvez um pouco mais inseguros ou desconfiados, mas somos nós próprios. Não somos o desejo que antes tínhamos em tê-lo. Não somos o desespero por não tê-lo. Não somos a tristeza por não ser parte dele. Agora, voltamos a ser nós. Nós! E, até à próxima vez, seremos nós.

"So lately, been wondering
Who will be there to take my place
When I'm gone you'll need love
To light the shadows on your face

If a greater wave shall fall
And fall upon us all
Then between the sand and stone
Could you make it on your own?

If I could, then I would
I'll go wherever you will go
Way up high or down low
I'll go wherever you will go

And maybe, I'll find out
A way to make it back someday
To watch you, to guide you
Through the darkest of your days

If a great wave shall fall
And fall upon us all
Well then I hope there's someone out there
Who can bring me back to you

If I could, then I would
I'll go wherever you will go
Way up high or down low
I'll go wherever you will go

Run away with my heart
Run away with my hope
Run away with my love

I know now, just quite how
My life and love might still go on
In your heart, in your mind
I'll stay with you for all of time

If I could, then I would
I'll go wherever you will go
Way, way up high or down low
I'll go wherever you will go

If I could turn back time
I'll go wherever you will go
If I could make you mine
I'll go wherever you will go
I'll go wherever you will go"

domingo, 10 de fevereiro de 2013

"Never Grow Up", Taylor Swift

   Nostalgia. Melancolia. Inocência.
   Recordar. Suspirar. Arrepender-se.
   Felicidade. Surpresa. Maturidade.
   Sorrir. Chorar. Fugir. Sonhar.

   Uma criança. Imaginemos uma criança. O que tem ela a perder se disser a verdade? O que tem ela a perder se denunciar a doença da mãe, que nunca lhe contara? O que tem ela a perder se continuar a ver desenhos animados antes de ir dormir? O que tem ela a perder se insistir em dormir de luz acesa, mesmo quando está a sonhar? Ela vai ser feliz, mesmo quando toda a gente estiver triste.
   As crianças vivem o presente. Elas não se arrependem do seu passado, mas também não ficam presas nele. Nunca têm um desgosto amoroso, nunca se preocupam em trabalhar para alimentar os filhos, nunca se chateiam ao ponto de nunca mais voltarem a falar com a outra pessoa. Era tão bom nunca crescermos. Nunca sentiríamos nostalgia, arrependimento, desgosto, melancolia, solidão... Nunca teríamos de dar explicações se voltássemos mais tarde a casa, porque estivemos um pouco sozinhos a pensar na vida. Nunca teríamos de perceber as nossas grandes responsabilidades. Nunca entenderíamos as consequências das nossas acções. É verdade que ser Peter Pan para sempre era um dos meus maiores desejos, mas, assim, também não sentiria a verdadeira magia do amor, a incrível vontade em ser responsável por algo ou por alguém, ou a beleza de observar com olhos de adulto o comportamento inocente de uma criança. A despreocupação é algo muito valioso, enquanto envelhecemos. Por isso é que nunca devemos esquecer os nosso tempos de infância. Os tempos de brincadeira, desleixo e alegria; quando viver era a melhor coisa do mundo.
   Arrependo-me de muita coisa, mas sei que muito daquilo que me aconteceu, tornou-me naquilo que sou hoje. Posso não ser perfeita, claro, mas não me importo nada com isso. Desde criança, sei que sou muito frontal e que, por vezes, magoo as pessoas. Mas com a maturidade, aprendi a medir esse meu lado, para evitar ferir os sentimentos dos outros. Nunca fui uma criança muito bem comportada. Aliás, tendo em conta o que sou hoje, eu era uma pequena rebelde de cabelo à Cleópatra. Cometi muitos erros nessa altura, mas só agora me arrependo (ou não) deles. No entanto, há um lado em mim, que ainda acredita no Peter Pan, nas fadas e na magia. Esse lado também acha que tenho pouco a perder se disser a verdade. E é esse lado que ainda me mantém feliz, quando todos os outros estão tristes.
   Por isso, abençoem a vossa infância, mesmo que não tenha sido a melhor de todas. Porque elas fez de vocês o que vocês são hoje.

"Your little hand's wrapped around my finger
And it's so quiet in the world tonight
Your little eyelids flutter cause you're dreaming
So I tuck you in, turn on your favorite night light
To you everything's funny, you got nothing to regret
I'd give all I have, honey
If you could stay like that

Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, just stay this little
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, it could stay this simple
I won't let nobody hurt you, won't let no one break your heart
And no one will desert you
Just try to never grow up, never grow up

You're in the car on the way to the movies
And you're mortified your mom's dropping you off
At 14 there's just so much you can't do
And you can't wait to move out someday and call your own shots
But don't make her drop you off around the block
Remember that she's getting older too
And don't lose the way that you dance around in your pj's getting ready for school

Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, just stay this little
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, it could stay this simple
No one's ever burned you, nothing's ever left you scarred
And even though you want to, just try to never grow up

Take pictures in your mind of your childhood room
Memorize what it sounded like when your dad gets home
Remember the footsteps, remember the words said
And all your little brother's favorite songs
I just realized everything I have is someday gonna be gone

So here I am in my new apartment
In a big city, they just dropped me off
It's so much colder that I thought it would be
So I tuck myself in and turn my night light on

Wish I'd never grown up
I wish I'd never grown up

Oh I don't wanna grow up, wish I'd never grown up
I could still be little
Oh I don't wanna grow up, wish I'd never grown up
It could still be simple
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, just stay this little
Oh darling, don't you ever grow up
Don't you ever grow up, it could stay this simple
I won't let nobody hurt you
Won't let no one break your heart
And even though you want to, please try to never grow up
Oh, don't you ever grow up
Oh, never grow up, just never grow up"

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Coming Home", Diddy


 “I’m back where I belong
   I never felt so strong
   I feel like there’s nothing that I can’t try (…)”
  
   Toda a gente já ouviu falar naqueles problemas que se tornam numa “bola de neve”. É disso que vou falar. Vivemos numa sociedade que pressiona o indivíduo a seguir as normas impostas e que o pune se ele não as cumprir ou se falhar. O que a sociedade esqueceu é que o indivíduo falha porque é humano. Por vezes, as pessoas cometem erros e, por vezes, são perdoadas. Outras vezes, não. Nessas vezes, a sociedade expulsa quem falhou, deitando-o ainda mais abaixo. Não consigo descrever nenhum exemplo prático, mas vou tentar explicar de outra maneira… Alguém que já tenha sofrido muito na vida. Um dia, acorda de manhã e lembra-se que algo muito mau aconteceu no dia anterior (por exemplo, perdeu o emprego). Nesse dia, acontece-lhe outra coisa, e depois outra, e depois outra, e depois outra, e por aí fora… São muitas estaladas para se levar num dia só. Agora, imaginemos que esse dia não era um dia, mas sim um ano, dois anos, três… Uma vida inteira a ser deitado abaixo pela sociedade, pelos amigos/inimigos, pela família… Um dia (e agora é mesmo um dia), fartou-se e decide isolar-se do resto do mundo, para perceber o que tem de fazer para viver. E assim fica, durante algum tempo. Até que, um dia, volta… E volta em força! Todas aquelas setas que o atingiam antes, agora transformaram-se nas suas asas, nas suas cicatrizes, na sua forte vontade de mostrar o quanto os outros estavam enganados. Quando volta, o seu sorriso é mais do que confiante e os seus olhos sabem que os que primeiro o acolheram e que depois o expulsaram, irão acolhê-lo de novo, perdoando-o pelos seus erros, que eram a tradução do que sentira desde sempre. Ele sabia que, quando voltasse, o passado voltaria à sua memória, mas a dor e a raiva ficariam lá, no passado. Ele sabia que iriam perceber que ele era humano e que falhara, errara e fugira; o medo, a raiva e a tristeza que sentia levaram-no para o abismo. Mas ele sabia que havia de voltar.

   Os problemas “bola de neve” são dos piores, porque, quando acumulados, podem enterrar-se no fundo da nossa mente ou podem obrigar-nos a explodir. E isso pode ser o pior que pode acontecer. Porque a nossa explosão não só vai afectar-nos a nós, como também vai afectar aqueles que não têm culpa nenhuma do que está a acontecer. Quando isso acontecer com um de vocês, peço-vos: chateiem-se na altura; mas depois reflictam um pouco sobre o que vos aconteceu, tanto ao que “explodiu”, quanto aqueles que levaram com a explosão. Porque, às vezes, essa explosão é um pedido de ajuda urgente. Urgente, porque quer dizer que batemos no fundo e que o próximo passo, se não tivermos ajuda, será a fuga, o desaparecimento, a deserção do nosso ser. E, apesar de sabermos que voltaremos em força, quando voltarmos, podemos não ser os mesmos. E aí, vê-se o quanto perdemos por causa daquele momento de libertação de toda a pressão exercida sobre nós. Aí, vê-se que não conseguimos viver sozinhos.

"I’m coming home
I’m coming home
Tell the World I’m coming home
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom awaits and they’ve forgiven my mistakes
I’m coming home, I’m coming home
Tell the World that I’m coming

Back where I belong, yeah I never felt so strong
(I’m back baby)
I feel like there’s nothing that I can’t try
And if you with me put your hands high
(put your hands high)
If you ever lost a light before, this ones for you
And you, the dreams are for you

I hear “The Tears of a Clown”
I hate that song
I feel like they talking to me when it comes on
Another day another Dawn
Another Keisha, nice to meet ya, get the math I’m gone
What am I ‘posed to do when the club lights come on
Its easy to be Puff, its harder to be Sean
What if the twins ask why I aint marry their mom (why, damn!)
How do I respond?
What if my son stares with a face like my own
And says he wants to be like me when he’s grown
Sh-t! But I aint finished growing
Another night the inevitible prolongs
Another day another Dawn
Just tell Taneka and Taresha I’ll be better in the morn’
Another lie that I carry on
I need to get back to the place I belong

[Dirty Money - Chorus]
I’m coming home
I’m coming home
Tell the World I’m coming home
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom awaits and they’ve forgiven my mistakes
I’m coming home, I’m coming home
Tell the World that I’m coming

“A house is Not a Home“, I hate this song
Is a house really a home when your loved ones are gone
And n-ggas got the nerve to blame you for it
And you know you woulda took the bullet if you saw it
But oyu felt it and still feel it
And money can’t make up for it or conceal it
But you deal with it and you keep ballin’
Pour out some liquor, play ball and we keep ballin’
Baby we’ve been living in sin ’cause we’ve been really in love
But we’ve been living as friends
So you’ve been a guest in your own home
It’s time to make your house your home
Pick up your phone, come on

I’m coming home
I’m coming home
Tell the World I’m coming home
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom awaits and they’ve forgiven my mistakes
I’m coming home, I’m coming home
Tell the World that I’m coming

“Ain’t No Stopping Us Now“, I love that song
Whenever it comes on it makes me feel strong
I thought I told y’all that we won’t stop
We back cruising through Harlem, Viso blocks
It’s what made me, saved me, drove me crazy
Drove me away than embraced me
Forgave me for all of my shortcomings
Welcome to my homecoming
Yeah it’s been a long time coming
Lot of fights, lot of scars, lot of bottles
Lot of cars, lot of ups, lot of downs
Made it back, lost my dog (I miss you BIG)
And here I stand, a better man! (a better man)
Thank you Lord (Thank you Lord)

I’m coming home
I’m coming home
Tell the World I’m coming home
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom awaits and they’ve forgiven my mistakes
I’m coming home, I’m coming home
Tell the World that I’m coming home"