Que músicas já foram comentadas. . .

"Long Live", Taylor Swift ; "Mean", Taylor Swift ; "Better than Revenge", Taylor Swift ; "Closer to the Edge", 30 Seconds To Mars ; "Nashville", David Mead ; "Count On Me", Bruno Mars ; "Won't Go Home Without You", Maroon 5 ; "I don't wanna miss a thing", Aerosmith ; "Both of Us", B.o.B ft Taylor Swift ; "Somebody", Lemonade Mouth ; "Stay, Stay, Stay", Taylor Swift ; "Two is Better than One", Boys Like Girls ft Taylor Swift (desculpem, não consegui resistir!) ; "Sorte Grande", João Só e Abandonados ft Lúcia Moniz ; "Unbelievable", EMF ; "Hey Stephen", Taylor Swift ; "Fairy Tail", Yasuharu Takanashi (instrumental) ; "Predestination", Fairy Tail (instrumental) ; "Kanashiki Kako", Fairy Tail (Instrumental) ; "Puedes ver pero no tocar", RBD ; "I Knew You Were Trouble", Taylor Swift ; "Coming Home", Diddy ; "Never Grow Up", Taylor Swift ; "Wherever You Will Go", The Calling ; "Chasing Cars", Snow Patrol ; "Demons", Imagine Dragons ; "Beneath Your Beautiful", Labrinth ft Emile Sandé ; "Fantastic Dream", Kaleido Star (Instrumental) ; "A Pele que há em Mim", Márcia com J.P. Simões ; "The Diary of Me", Taylor Swift ; "Impossible", James Arthur ; "I'm Only Me When I'm With You", Taylor Swift ; "A Different Beat", Little Mix ; "All of Me", John Legend ; "Staring at It", SafetySuit ; "A Thousand Years", Chritina Perri ft Steve Kazee ; "Ordinary Love", U2 ; "Stop This Train", John Mayer ; "Radioactive", Imagine Dragons ; "Thinking of You", Katy Perry ; "One Last Time", Ariana Grande ; "Edge of Desire", John Mayer ; "Almost Home", Alex and Sierra ; "What I Did For Love", David Guetta ft. Emeli Sandé ; "My Songs Know What You Did in the Dark", Fall Out Boy ; "Dança", Pólo Norte ; "O Tempo Não Pára", Mariza ; "Long Live", Taylor Swift (2ª versão) ; "Roman Holiday", Halsey ; "Breathe Me", Sia ; "Até ao Verão", Ana Moura ; "Hands to Myself", Selena Gomez ; "Jet Black Heart", 5 Seconds of Summer ; "Let Me Go", Avril Lavigne ft Chad Kroeger ; "Kings and Queens", 30 Seconds to Mars" ; "Todos os Dias", Paulo Sousa ; "Paris", The Chainsmokers ; "In The Blood", John Mayer ; "Stangeness and Charm", Florence and The Machine ; "Another Day In Paradise", Phil Collins ; "Bedshaped", Keane ; "In The Air Tonight", Phil Collins ; "Ordinary World", Duran Duran ; "Trevo (Tu)", Anavitória ft. Diogo Piçarra ; "If I Ain't Got You", Alicia Keys ; "Blinding", Florence and The Machine ; "Someone That Cannot Love", David Fonseca ; "Yellow", Coldplay ; "Promise", Ben Howard ; "The Whole of the Moon", The Waterboys ; "Let it Go", James Bay ; "Believe", Mumford & Sons ; "Say Something", A Great Big World ft. Christina Aguilera ; "Gold Rush", Taylor Swift ; "Blinding Lights", The Weeknd ; "É Isso Aí", Ana Carolina ft. Seu Jorge ; "Renegade", Big Red Machine ft. Taylor Swift ; "lovely", Billie Eilish ft. Khalid ; "The Only Exception", Paramore ; "You're Losing Me", Taylor Swift ; "The Story", Brandi Carlile ; "Guilty as Sin?", Taylor Swift ;

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Coming Home", Diddy


 “I’m back where I belong
   I never felt so strong
   I feel like there’s nothing that I can’t try (…)”
  
   Toda a gente já ouviu falar naqueles problemas que se tornam numa “bola de neve”. É disso que vou falar. Vivemos numa sociedade que pressiona o indivíduo a seguir as normas impostas e que o pune se ele não as cumprir ou se falhar. O que a sociedade esqueceu é que o indivíduo falha porque é humano. Por vezes, as pessoas cometem erros e, por vezes, são perdoadas. Outras vezes, não. Nessas vezes, a sociedade expulsa quem falhou, deitando-o ainda mais abaixo. Não consigo descrever nenhum exemplo prático, mas vou tentar explicar de outra maneira… Alguém que já tenha sofrido muito na vida. Um dia, acorda de manhã e lembra-se que algo muito mau aconteceu no dia anterior (por exemplo, perdeu o emprego). Nesse dia, acontece-lhe outra coisa, e depois outra, e depois outra, e depois outra, e por aí fora… São muitas estaladas para se levar num dia só. Agora, imaginemos que esse dia não era um dia, mas sim um ano, dois anos, três… Uma vida inteira a ser deitado abaixo pela sociedade, pelos amigos/inimigos, pela família… Um dia (e agora é mesmo um dia), fartou-se e decide isolar-se do resto do mundo, para perceber o que tem de fazer para viver. E assim fica, durante algum tempo. Até que, um dia, volta… E volta em força! Todas aquelas setas que o atingiam antes, agora transformaram-se nas suas asas, nas suas cicatrizes, na sua forte vontade de mostrar o quanto os outros estavam enganados. Quando volta, o seu sorriso é mais do que confiante e os seus olhos sabem que os que primeiro o acolheram e que depois o expulsaram, irão acolhê-lo de novo, perdoando-o pelos seus erros, que eram a tradução do que sentira desde sempre. Ele sabia que, quando voltasse, o passado voltaria à sua memória, mas a dor e a raiva ficariam lá, no passado. Ele sabia que iriam perceber que ele era humano e que falhara, errara e fugira; o medo, a raiva e a tristeza que sentia levaram-no para o abismo. Mas ele sabia que havia de voltar.

   Os problemas “bola de neve” são dos piores, porque, quando acumulados, podem enterrar-se no fundo da nossa mente ou podem obrigar-nos a explodir. E isso pode ser o pior que pode acontecer. Porque a nossa explosão não só vai afectar-nos a nós, como também vai afectar aqueles que não têm culpa nenhuma do que está a acontecer. Quando isso acontecer com um de vocês, peço-vos: chateiem-se na altura; mas depois reflictam um pouco sobre o que vos aconteceu, tanto ao que “explodiu”, quanto aqueles que levaram com a explosão. Porque, às vezes, essa explosão é um pedido de ajuda urgente. Urgente, porque quer dizer que batemos no fundo e que o próximo passo, se não tivermos ajuda, será a fuga, o desaparecimento, a deserção do nosso ser. E, apesar de sabermos que voltaremos em força, quando voltarmos, podemos não ser os mesmos. E aí, vê-se o quanto perdemos por causa daquele momento de libertação de toda a pressão exercida sobre nós. Aí, vê-se que não conseguimos viver sozinhos.

"I’m coming home
I’m coming home
Tell the World I’m coming home
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom awaits and they’ve forgiven my mistakes
I’m coming home, I’m coming home
Tell the World that I’m coming

Back where I belong, yeah I never felt so strong
(I’m back baby)
I feel like there’s nothing that I can’t try
And if you with me put your hands high
(put your hands high)
If you ever lost a light before, this ones for you
And you, the dreams are for you

I hear “The Tears of a Clown”
I hate that song
I feel like they talking to me when it comes on
Another day another Dawn
Another Keisha, nice to meet ya, get the math I’m gone
What am I ‘posed to do when the club lights come on
Its easy to be Puff, its harder to be Sean
What if the twins ask why I aint marry their mom (why, damn!)
How do I respond?
What if my son stares with a face like my own
And says he wants to be like me when he’s grown
Sh-t! But I aint finished growing
Another night the inevitible prolongs
Another day another Dawn
Just tell Taneka and Taresha I’ll be better in the morn’
Another lie that I carry on
I need to get back to the place I belong

[Dirty Money - Chorus]
I’m coming home
I’m coming home
Tell the World I’m coming home
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom awaits and they’ve forgiven my mistakes
I’m coming home, I’m coming home
Tell the World that I’m coming

“A house is Not a Home“, I hate this song
Is a house really a home when your loved ones are gone
And n-ggas got the nerve to blame you for it
And you know you woulda took the bullet if you saw it
But oyu felt it and still feel it
And money can’t make up for it or conceal it
But you deal with it and you keep ballin’
Pour out some liquor, play ball and we keep ballin’
Baby we’ve been living in sin ’cause we’ve been really in love
But we’ve been living as friends
So you’ve been a guest in your own home
It’s time to make your house your home
Pick up your phone, come on

I’m coming home
I’m coming home
Tell the World I’m coming home
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom awaits and they’ve forgiven my mistakes
I’m coming home, I’m coming home
Tell the World that I’m coming

“Ain’t No Stopping Us Now“, I love that song
Whenever it comes on it makes me feel strong
I thought I told y’all that we won’t stop
We back cruising through Harlem, Viso blocks
It’s what made me, saved me, drove me crazy
Drove me away than embraced me
Forgave me for all of my shortcomings
Welcome to my homecoming
Yeah it’s been a long time coming
Lot of fights, lot of scars, lot of bottles
Lot of cars, lot of ups, lot of downs
Made it back, lost my dog (I miss you BIG)
And here I stand, a better man! (a better man)
Thank you Lord (Thank you Lord)

I’m coming home
I’m coming home
Tell the World I’m coming home
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom awaits and they’ve forgiven my mistakes
I’m coming home, I’m coming home
Tell the World that I’m coming home"

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"I Knew You Were Trouble", Taylor Swift

   Dedico esta mensagem àquelas raparigas tímidas e certinhas que têm vergonha ou medo de serem quem verdadeiramente são, tal como eu.


   Há muitas pessoas que se sentem atraídas pelo perigo. Quando se apercebem disso, algumas ingressam nas Forças Armadas, outras na Polícia e outras, simplesmente, namoram o perigo. Diz-se que o ser humano aprende com os erros. Mas o ser humano também consegue prevê-los, apenas quase nunca dá importância a essa capacidade. Por vezes, isso até é bom, na medida em que obriga as pessoas a começarem a acreditar nisso. O problema é que elas continuam a não querer saber. E porquê? Porque a curiosidade é mais forte. Porque o desejo de conhecê-lo é mais poderoso do que a razão e a certeza de que nos vamos magoar. Porque essas pessoas gostam de viver o perigo, só para terem a certeza que ele existe.

   Às vezes inconscientemente, as raparigas que têm uma vida “tranquila”, sem grandes “maluqueiras”, as mais tímidas, as mais reservadas, adoram muito mais o perigo do que aquelas que o fazem explicitamente todos os dias. Não estou a dizer que as reservadas é que são as verdadeiras “malucas” e que as “malucas” são falsas. O que estou a dizer é que os nossos sentimentos mais profundos quase nunca correspondem à nossa realidade física (mais uma razão para não julgar as pessoas pela aparência). Vou vos dar um exemplo próximo: eu. Alguém que esteja atento ao meu blogue e que não me conheça, provavelmente acha que sou uma pessoa romântica e reservada. E sou. O que provavelmente nunca pensaria de mim é que eu adorasse ter o cabelo azul ou usar roupas provocadoras ou, a melhor de todas, viver numa discoteca. Bem, até nem pode parecer nada “maluco”, mas os que me conhecem sabem o que costumo de dizer sobre discotecas: não gosto. E esta é a razão porque digo isto. Sim, é uma contradição, mas sabem porque o faço? Porque sei que a sociedade ainda não está preparada para ver uma rapariga como eu numa discoteca a divertir-se e, por isso, eu também ainda não me sinto preparada para o fazer. Sim, eu sei que é covardia, mas pronto, sou assim. Mas não pensem que não há-de vir o dia em que vá a uma discoteca e me “liberte”. Só preciso de um “libertador”…
   Imaginemos uma rapariga mais “certinha”que eu, que decidiu viver o perigo. Isto seria o que ela sentiria:
   “Sempre fui certinha. Nunca respondi torto. Sempre fui sincera com as minhas amigas e nunca lhes escondi os meus segredos. Nunca fiz nada sem pensar duas vezes. Nunca, ou quase nunca, me deixei levar pelas minhas emoções. No entanto, percebi que me faltava alguma coisa. Sentia sempre um pequeno vazio no peito. Sempre foi assim… até conhecê-lo. Ele transformou-me. Comecei a agir de acordo com os impulsos, a viver uma vida boémia, a viver para e com ele. Mas ele não me retribuía. Quando acabámos, percebi que não o tinha perdido a ele. Tinha-me perdido a mim mesma.”
   Se sabíamos que ia acabar mal, porque quisemos começar? Porque quisemos sentir durante pouco tempo aquilo que nunca sentimos mas que sabemos que existe. Quisemos ter alguém que trazia à superfície o nosso verdadeiro “eu”, que vivia sepultado no nosso (sub) consciente desde sempre. O “eu” que não se importa com as consequências, que é simplesmente daquela maneira, que gosta de viver em liberdade, mesmo quando está a dar a mão ao seu libertador. O “eu” que não julga, mesmo quando é julgado. O “eu” que adora fazer coisas que o outro “eu” dizia odiar. O “eu” que é o verdadeiro “eu”, mas que ninguém tinha visto antes e que surpreendeu tudo e todos, excepto o libertador, com ar de anjo, mas com um pequeno diabo nos olhos, que viu tudo o que os outros não viam. Porque esse rapaz com um diabinho nos olhos é o anjo que nos vai libertar, para que possamos viver como nunca vivemos.
   É este o perigo de que falo: o perigo de ser libertada. Não a liberdade em si, mas o que vem depois dela. Esse anjo faz-nos livrar do nosso “eu” superficial e revela o nosso “eu” interior, o verdadeiro. E o problema nisso é que o “eu” superficial demora a voltar quando o “eu” interior se esgota ou é devastado. Porque este novo “eu” não pode ser controlado. Por isso é que existe o “eu” superficial, para manter o “eu” interior adormecido. Até ele aparecer, fazer-nos sentir incrivelmente felizes e, depois, destruir tudo.

"Once upon a time, a few mistakes ago
I was in your sights, you got me alone
You found me, you found me, you found me
I guess you didn't care and I guess I liked that
And when I fell hard you took a step back
Without me, without me, without me

And he's long gone when he's next to me
And I realize the blame is on me

Cause I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down

Oh, I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground

Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble

No apologies, he'll never see you cry
Pretends he doesn't know that he's the reason why
You're drowning, you're drowning, you're drowning

And I heard you moved on from whispers on the street
A new notch in your belt is all I'll ever be
And now I see, now I see, now I see

He was long gone when he met me
And I realize the joke is on me

I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down

I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground

Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble trouble trouble

And the saddest fear comes creepin' in
That you never loved me or her or anyone or anything, yeah

I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down

Oh, I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground

Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble

I knew you were trouble when you walked in
Trouble, trouble, trouble
I knew you were trouble when you walked in
Trouble, trouble, trouble"

sábado, 19 de janeiro de 2013

"Puedes ver pero no tocar", RBD

  « — Tens a certeza? – Disse Beth, a minha melhor amiga.
   — Desta vez, tenho. Eu vi-os, aos dois, na cama. Ah, que raiva! – Cerrei os punhos com força para não explodir.
   — Então e agora, o que é que vais fazer?
   — Agora? Ah, agora, ele vai ver!
   Saí da casa de Beth e fui para o meu apartamento, preparar o jantar. Quando Luke, o meu namorado, chegou, perguntei-lhe como tinha sido a tarde com os amigos. E ele respondeu-me como se fosse verdade.
   — Estava a precisar. – Fingiu. – O Mark… – Deu uma gargalhada falsa. – O Mark embebedou-se outra vez.
   — Preciso de falar contigo.
   — Está tudo bem? – Perguntou-me ele, com um ar curioso, enquanto me sentava no sofá, ao lado dele.
   — Não. – Respondi-lhe num tom sincero. – Amas-me, Luke?
   — A que propósito é que isso vem?! – Perguntou surpreendido.
   — Não me respondeste… – Disse num tom sério.
   — Sim, claro que te amo. – Falou com a voz estranha.
   — Sentes-te feliz comigo? – Aproximei-me um pouco mais.
   — Sim… Mas o que é que se passa, amor? – Tentou disfarçar o nervosismo.
   — Não me chames “amor”, seu mentiroso! – Ele ficou muito espantado. – Como é que ela se chama?
   — Quem? – Perguntou sem curiosidade.
   — Não te faças de parvo! – Luke rangeu os dentes. – Como é que ela se chama?
   — Não é o que estás a pensar... – Começou.
   — Ai, não é o que estou a pensar?! Então, o que é, hã? – Estava furiosa.
   — Aquilo foi só... – Dei-lhe um estalo com toda a força que tinha.
   — Há quanto tempo é que andas a enganar-me? – Ele percebeu que eu sabia realmente do que estava a falar.
   — Mas, Jane, não foi … – A minha expressão facial reflectia o que eu sentia: raiva, raiva e mais raiva.
   — Cala-te! – Gritei. – Eu vi-vos em tua casa, quando, supostamente, estavas com os teus amigos. – Levantei-me do sofá e cruzei os braços, à frente dele.
   — Desculpa… Mas aquilo não significou nada. Eu amo-te… Desculpa. – Ele levantou-se e tentou abraçar-me, mas rejeitei-o.
   — Se me amas assim tanto, porque é que me fizeste isto? – Perguntei-lhe, a chorar.
   — Eu… eu… – Parecia estar sem palavras.
   — Sai. Acabou. – Aproximei-me da porta e abri-a.
   — Jane, por favor… – Tentou desculpar-se de novo.
   — Sai! – Gritei com angústia.
   — Está bem... – Quando chegou à porta, despediu-se. – Eu depois telefono.
   — Não telefones. – Disse-lhe simplesmente.

   Passadas algumas horas, telefonei à Beth, com raiva.
   — Vais trabalhar hoje à noite?
   — Não, porquê?
   — Apetece-te sair? – Perguntei com malicia.
   Ela aceitou. Corri para o meu quarto para me vestir. Escolhi um corpete preto, vermelho e dourado, com renda, uma saia em tule preto e umas botas de salto alto e cano médio, também pretas. A lingerie… preta. Hoje, era para provocar. Depois de pintar os lábios de vermelho sangue, vesti a minha gabardine preta comprida, peguei nas chaves do carro e saí.
   Encontrei-me com a Beth à entrada da nossa discoteca preferida, onde, ironicamente, conheci o Luke. Provavelmente, ele já estaria lá dentro a divertir-se. Entrámos com um ar superior, procurando Luke e os amigos, com o olhar. Localizámo-los sentados no bar a apreciar as “vistas”. Aproximámo-nos da pista de dança, ficando ao alcance dos seus olhares. Dancei como nunca dançara antes: com provocação, com extra-sensualidade, com raiva. De vez em quando, olhava o Luke nos olhos e conseguia ver o seu desejo em ter-me, querer-me, desejar-me. E, às vezes, parecia não se controlar, pois tinha que beber um pouco da sua cerveja ou desviar o olhar. Enquanto dançava, só pensava: “estou bem sem ti. Aliás, estou melhor sem ti. Agora, sinto-me mais livre, mais bonita e mais sensual. Espero que vivas com esse desejo todo por satisfazer”.
   E foi nessa noite que o surpreendi. Foi nessa noite que ele viu a verdadeira Jane, uma Jane destemida e sedutora, que gosta de ser desejada. Uma Jane que não se arrependeu de ter acabado com o namorado e que sorriu para a vida quando o fez. Agora, aprende a viver com isso, Luke. Aprende a viver com um desejo que nunca irás satisfazer. Viverás esse Inferno por não teres cuidado daquela que esteve a teu lado e que tomaste como garantida. Aprende…»

"Ya lo ves....ya lo ves 
ya se te olvido que con tu adios me abriste el corazon 
pero ahora que me ves mejor quieres pedir perdon 
hoy estoy fenomenal 
y me pides regresar 
lo que tu deseas lo perdiste hace algun tiempo 

puedes ver... pero no tocar....puedes ver! 
pero no tocar...puedes ver pero no tocar 
puedes ver... pero no tocar....puedes ver! 
puedes ver pero no tocar 
puedes ver puedes ver 

Se que te pierdes y mueres de la tentacion 
(puedes ver puedes ver puedes ver pero no tocar) 
se que sientes no tenerme, lo siento mi amor 
(puedes ver puedes ver puedes ver pero no tocar) 

Hoy me sigues como un tonto 
donde a mi me gusta ir 
se te ovlida que hace poco no querias ni salir 
eres tan emocional que ya te deje de amar 
lo que tu deseas ya lo perdiste hace algun tiempo 

puedes ver... pero no tocar....puedes ver! 
pero no tocar...puedes ver pero no tocar 
puedes ver... pero no tocar....puedes ver! 
puedes ver pero no tocar 
puedes ver puedes ver 

Se que te pierdes y mueres de la tentacion 
(puedes ver puedes ver puedes ver pero no tocar) 
se que sientes no tenerme, lo siento mi amor 
(puedes ver puedes ver puedes ver pero no tocar) 

puedes ver... pero no tocar....puedes ver! 
pero no tocar...puedes ver pero no tocar 
puedes ver... pero no tocar....puedes ver! 
puedes ver pero no tocar 
puedes ver puedes ver 

Se que te pierdes y mueres de la tentacion 
(puedes ver puedes ver puedes ver pero no tocar) 
se que sientes no tenerme, lo siento mi amor 
(puedes ver puedes ver puedes ver pero no tocar)"

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"Kanashiki Kako", Fairy Tail (Instrumental)

   «Num dia chuvoso, discuti com os meus pais. Disse-lhes que os odiava. Eles perderam a fala, entre as lágrimas. Os meus dois irmãos mais novos choraram sem parar. O meu coração batia numa explosão de raiva e liberdade. Nesse mesmo dia, nessa mesma hora, fui para o meu quarto e arrumei algumas coisas - o essencial - numa pequena mala. Não inclui PC, mp3 nem telemóvel; apenas alguma roupa, um caderno e duas canetas azuis. Os números de telefone das pessoas que me interessam decorei-os há muito. Então, saí de casa, ainda estavam os meus pais no sofá sem reacção e os meus irmãos a chorar. Bati a porta com força sem me despedir de ninguém, nem do velho gato malhado que dormia na cozinha. Desci a rua com raiva, com as lágrimas do céu a completarem as minhas, que começaram a cair algum tempo depois. A roupa que levava a cobrir o corpo começava a ficar ensopada. Caminhava para longe, ainda sem destino, um caminho que fiz a noite toda até chegar a uma pequena ponte, onde pernoitei.
   Isto aconteceu há quase oito anos. Nunca mais voltei. Nunca mais vi os meus irmãos, nunca mais ouvi a sua voz ou senti a sua mão na minha. Os meus pais... Nem uma palavra trocámos. Nem um e-mail, um telefonema ou uma mensagem de telemóvel. Nem sequer um pensamento, pelo menos da minha parte. Agora, recebi uma notícia da minha antiga família, pelo meu ex-namorado, através da nossa conta conjunta no facebook: a notícia da morte da minha mãe e do coma do meu pai, devido a um acidente de viação que envolveu uma dezena de carros e um camião que transportava combustível. O funeral da minha mãe seria daí a seis dias. A mensagem também dizia que os meus irmãos estavam maiores do que eu pudesse imaginar. Tinham agora dezoito e vinte e um anos. Ambos tinham alguém que amavam; o mais velho, há pelo menos dois anos. A mensagem acabava desta maneira: "Nunca deixei de te amar até teres deixado o meu coração vazio por completo, o que aconteceu há pouco tempo. Agora, mesmo sem te ouvir nem ver, parece que um bocado de ti voltou para o meu coração. Agora, voltei a lembrar-me de ti. Amo-te.".
   Chorei. Chorei tristeza e saudade. Chorei o amor e a amizade que perdera. Mas ergui-me e voltei a erguer-me. Decidi ir. No dia seguinte, sentei-me na secretária e comprei um bilhete de avião para Portugal, para o dia do funeral. Agora, vivia nos Estados Unidos, em Los Angeles, num pequeno apartamento com o meu namorado Tyler e o nosso cocker preto, Marshall. Trabalhava num restaurante como empregada de mesa e adorava. Quando Tyler chegou a casa para jantar, contei-lhe o que acontecera e ele apoiou-me na minha decisão, acompanhando-me a Portugal. Contando os dias até à viagem, preparei tudo: roupa, alojamento, pet-sitter... No dia da viagem, o meu coração batia muito mais do que no dia em que parti. As minhas mãos estavam agarradas às de Tyler, que me consolava com abraços e beijos, sem palavras. A viagem pareceu mais longa do que era na realidade. À minha espera no aeroporto, ninguém... O meu destino era a Igreja da minha antiga localidade. Num carro alugado, conduzi com Tyler até lá. Enquanto a distância até à Igreja encurtava, as minhas memórias, vividas até aos dezoito anos nesta realidade, voltavam aos poucos e, com elas, também aos poucos, voltavam as lágrimas que derramei naquela longa noite. Tyler sentia-se como se aquela dor fosse dele. Tal como as minhas, as suas mãos tremiam e, tal como os meus, os seus lábios eram constantemente mordidos, para evitar um choro demasiado expressivo. Quando chegámos, limpei a cara e entrei de cabeça baixa na Igreja, com Tyler seguindo-me. Ouvia o Padre pronunciar algumas palavras, enquanto me sentava, discretamente. Alguns minutos depois, vejo uma figura alta a subir o altar e aproximar-se do microfone. Pelos seus olhos, percebi logo que era o meu irmão mais velho. A minha alma prendeu o meu corpo, deixando-o sem reacção. A voz do meu irmão a dar um último discurso pela minha mãe fez-me libertar uma gota sincera. No final da cerimónia e com o apoio de Tyler, aproximei-me dos meus irmãos. Quando eles me viram, os seus lábios nada disseram, mas os seus olhos denunciaram-nos. Estes diziam: "Perdoamos-te. Volta para nós." E foi o que fiz. Para sempre.»