Dedico esta mensagem àquelas
raparigas tímidas e certinhas que têm vergonha ou medo de serem quem
verdadeiramente são, tal como eu.
Há muitas pessoas que se sentem atraídas pelo perigo. Quando se apercebem disso, algumas ingressam nas Forças Armadas, outras na Polícia e
outras, simplesmente, namoram o perigo. Diz-se que o ser humano aprende com os
erros. Mas o ser humano também consegue prevê-los, apenas quase nunca dá
importância a essa capacidade. Por vezes, isso até é bom, na medida em que
obriga as pessoas a começarem a acreditar nisso. O problema é que elas continuam
a não querer saber. E porquê? Porque a curiosidade é mais forte. Porque o
desejo de conhecê-lo é mais poderoso do que a razão e a certeza de que nos
vamos magoar. Porque essas pessoas gostam de viver o perigo, só para terem a
certeza que ele existe.
Às vezes inconscientemente, as raparigas que
têm uma vida “tranquila”, sem grandes “maluqueiras”, as mais tímidas, as mais
reservadas, adoram muito mais o perigo do que aquelas que o fazem
explicitamente todos os dias. Não estou a dizer que as reservadas é que são as
verdadeiras “malucas” e que as “malucas” são falsas. O que estou a dizer é que
os nossos sentimentos mais profundos quase nunca correspondem à nossa realidade
física (mais uma razão para não julgar as pessoas pela aparência). Vou vos dar
um exemplo próximo: eu. Alguém que esteja atento ao meu blogue e que não me
conheça, provavelmente acha que sou uma pessoa romântica e reservada. E sou. O
que provavelmente nunca pensaria de mim é que eu adorasse ter o cabelo azul ou
usar roupas provocadoras ou, a melhor de todas, viver numa discoteca. Bem, até
nem pode parecer nada “maluco”, mas os que me conhecem sabem o que costumo de
dizer sobre discotecas: não gosto. E esta é a razão porque digo isto. Sim, é
uma contradição, mas sabem porque o faço? Porque sei que a sociedade ainda não
está preparada para ver uma rapariga como eu numa discoteca a divertir-se e,
por isso, eu também ainda não me sinto preparada para o fazer. Sim, eu sei que
é covardia, mas pronto, sou assim. Mas não pensem que não há-de vir o dia em
que vá a uma discoteca e me “liberte”. Só preciso de um “libertador”…
Imaginemos uma rapariga mais “certinha”que
eu, que decidiu viver o perigo. Isto seria o que ela sentiria:
“Sempre fui certinha. Nunca respondi torto.
Sempre fui sincera com as minhas amigas e nunca lhes escondi os meus segredos.
Nunca fiz nada sem pensar duas vezes. Nunca, ou quase nunca, me deixei levar
pelas minhas emoções. No entanto, percebi que me faltava alguma coisa. Sentia
sempre um pequeno vazio no peito. Sempre foi assim… até conhecê-lo. Ele
transformou-me. Comecei a agir de acordo com os impulsos, a viver uma vida
boémia, a viver para e com ele. Mas ele não me retribuía. Quando acabámos,
percebi que não o tinha perdido a ele. Tinha-me perdido a mim mesma.”
Se sabíamos que ia acabar mal, porque
quisemos começar? Porque quisemos sentir durante pouco tempo aquilo que nunca
sentimos mas que sabemos que existe. Quisemos ter alguém que trazia à
superfície o nosso verdadeiro “eu”, que vivia sepultado no nosso (sub) consciente
desde sempre. O “eu” que não se importa com as consequências, que é
simplesmente daquela maneira, que gosta de viver em liberdade, mesmo quando
está a dar a mão ao seu libertador. O “eu” que não julga, mesmo quando é
julgado. O “eu” que adora fazer coisas que o outro “eu” dizia odiar. O “eu” que
é o verdadeiro “eu”, mas que ninguém tinha visto antes e que surpreendeu tudo e
todos, excepto o libertador, com ar de anjo, mas com um pequeno diabo nos
olhos, que viu tudo o que os outros não viam. Porque esse rapaz com um diabinho
nos olhos é o anjo que nos vai libertar, para que possamos viver como nunca
vivemos.
É este o perigo de que falo: o perigo de ser
libertada. Não a liberdade em si, mas o que vem depois dela. Esse anjo faz-nos
livrar do nosso “eu” superficial e revela o nosso “eu” interior, o verdadeiro.
E o problema nisso é que o “eu” superficial demora a voltar quando o “eu”
interior se esgota ou é devastado. Porque este novo “eu” não pode ser
controlado. Por isso é que existe o “eu” superficial, para manter o “eu”
interior adormecido. Até ele aparecer, fazer-nos sentir incrivelmente felizes
e, depois, destruir tudo.
"Once upon a time, a few mistakes ago
I was in your sights, you got me alone
You found me, you found me, you found me
I guess you didn't care and I guess I liked that
And when I fell hard you took a step back
Without me, without me, without me
And he's long gone when he's next to me
And I realize the blame is on me
Cause I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down
Oh, I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
No apologies, he'll never see you cry
Pretends he doesn't know that he's the reason why
You're drowning, you're drowning, you're drowning
And I heard you moved on from whispers on the street
A new notch in your belt is all I'll ever be
And now I see, now I see, now I see
He was long gone when he met me
And I realize the joke is on me
I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down
I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble trouble trouble
And the saddest fear comes creepin' in
That you never loved me or her or anyone or anything, yeah
I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down
Oh, I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
I knew you were trouble when you walked in
Trouble, trouble, trouble
I knew you were trouble when you walked in
Trouble, trouble, trouble"
I was in your sights, you got me alone
You found me, you found me, you found me
I guess you didn't care and I guess I liked that
And when I fell hard you took a step back
Without me, without me, without me
And he's long gone when he's next to me
And I realize the blame is on me
Cause I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down
Oh, I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
No apologies, he'll never see you cry
Pretends he doesn't know that he's the reason why
You're drowning, you're drowning, you're drowning
And I heard you moved on from whispers on the street
A new notch in your belt is all I'll ever be
And now I see, now I see, now I see
He was long gone when he met me
And I realize the joke is on me
I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down
I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble trouble trouble
And the saddest fear comes creepin' in
That you never loved me or her or anyone or anything, yeah
I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down
Oh, I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
I knew you were trouble when you walked in
Trouble, trouble, trouble
I knew you were trouble when you walked in
Trouble, trouble, trouble"
é triste pensares que precisas de outra pessoa para viveres a tua vida como queres. christ, honra as feministas que lutaram para que não tivesses que depender de homem nenhum para seres alguém, e faz alguma coisa por ti. a libertação de que falas só é possível. se fores tu a fazê-la.
ResponderEliminarTens toda a razão! Mas, talvez não saibas o quanto é difícil fazê-lo, quando nem a própria família ajuda... Mas vou levar o teu (apaixonante) conselho em conta!
ResponderEliminarObrigada por comentares, já agora...