Esta primeira mensagem de 2015 deveria ter
sido publicada há mais tempo, mas tempo é uma coisa que me tem faltado... Mas
aqui está ela...
Não venho escrever os meus desejos para
este novo ano, nem os venho pedir. Não venho escrever sobre como quero que o
novo ano seja cheio de coisas boas e esses 'etc' que todos conhecemos. Venho
mostrar-vos como foi o meu 2014.
O ano que passou foi - e será - um dos que
mais me marcou. Foi um ano difícil, entusiasmante, depressivo e alucinante. Em
poucas palavras, foi um ano de extremos. Esse extremismo mostrou-se muito mais
nos meses de Janeiro e nos últimos três meses do ano. Houve tantos momentos de
felicidade e tantos de desespero que lhes perdi a conta, e foram momentos que
atingiram os limites desses sentimentos. O desespero esteve demasiado perto do
precipício, a felicidade demasiado próxima da realização pessoal. Esses
momentos levaram-me aos limites: de um momento para o outro, tornava-me numa
bomba-relógio. À mínima coisa, explodia: quase sempre essa explosão aparecia
como um mau humor exacerbado. Houve muitas alturas - demasiadas - em que me
apetecia chorar infinitamente, ou gritar como se não houvesse amanhã... Até
mesmo desistir de tudo... Esses impulsos revelaram-se demasiadas vezes. É claro
que essa transformação para 'bomba-relógio' desaparecia tão depressa quanto
aparecia. A sensação era mais parecida como o desmoronamento e a reconstrução
de um edifício: num momento, o edifício está de pé, no outro, tiram-lhe um
tijolo e todo ele cai, como se nada pudesse ser feito para o evitar. E nada
pode ser feito... Às vezes, nem todas as mãos amigas que temos conseguem manter
esse edifício emocional de pé, porque falta sempre um tijolo. Aquele tijolo que
é retirado, mas que volta ao lugar depois do desmoronamento, para depois cair
de novo, num ciclo que, nos últimos três meses, pareceu repetir-se vezes sem
conta. Ainda não defini bem o que representa esse tijolo, mas sei que ele é o
que torna o meu edifício emocional uma área tão instável. Mexe comigo como se
só ele importasse. É óbvio que tudo isto se fez sentir em todos os aspectos da
minha vida…
A primeira área a ser afectada por estes
desmoronamentos é sempre a mesma: os estudos. Por mais que tente, os estudos
são logo abalroados por uma onda de negativismo, desatenção e desprezo. Parece
que quase não sobra um fôlego para os aguentar. Este semestre que passou,
então, foi o declínio total. Dei por mim a fazer contas para saber quantos
valores precisava para ir a recurso, coisa que nunca acontecera. Também dei por
mim a ter uma média de horas de sono de cerca de três horas... Tinha a sensação
que me esforçava mais do que nos outros semestres, que me esforçava mais do que
o costume, que me esforçava mais do que aquilo que devia, mas os resultados só
pareciam piorar. Havia alturas que parecia trocar de personalidade: num dia,
trabalhava imenso, e no dia a seguir, já não queria saber daquilo para nada…
Para além de me sentir mal com tudo o que me acontecia, ainda ficava mais
irritada comigo mesma por não conseguir ultrapassar as adversidades. Lembro-me
de uma conversa com um professor sobre uma apresentação oral e as minhas
exactas palavras foram: "stor, desculpe a sinceridade, mas não estou com
cabeça para isto; não tenho nem paciência nem vontade". Perguntei-me a mim
mesma se o professor iria ou perder a cabeça ou desatar a rir. Nem uma coisa
nem outra. Simplesmente manteve a postura e compreendeu. "Não posso fazer
nada se o problema for pessoal", respondeu, com calma. Sorri-lhe, com
agradecimento e serenidade, e terminei a conversa com a seriedade necessária.
Porém, esse professor não foi o único que viu o meu lado pessoal (nem que fosse
apenas uma "amostra"). Houve, pelo menos, outros dois professores
que, sinceramente, me ajudaram imenso. Talvez, nem o saibam. Pelo menos, ainda.
Mas uma simples conversa pode ajudar uma pessoa a enfrentar mais uma semana no
caos em que vive, emocionalmente. Um desses professores chegou até ao meu
coração e viu e conheceu, há bem pouco tempo, o meu lado mais pessoal, mais humano.
Todos os meus medos, inseguranças, problemas e fantasmas... Essa pessoa
descobriu-os a todos, numa conversa profunda, extra-curricular. Sim, os
professores não são psicólogos, mas, por vezes, fazem esse trabalho melhor que
ninguém. E essa pessoa terá para sempre um lugar no meu coração,
independentemente do que acontecer no futuro. Devo-lhe muito... Aliás, talvez
me tenha salvado de muita coisa, se é que me entendem...
Porém, depois dos estudos, quem sofre são a
família e os amigos. Ainda que eu aguente bem a corrente negativista, para
mantê-la apenas nos estudos, por vezes, deixo de poder controlá-la e ela começa
a afectar os meus relacionamentos dentro e fora da faculdade. Mau humor,
respostas tortas, atitudes provocatórias e pouca paciência são algumas das
coisas com que os amigos e família tiveram (e têm) que lidar, durante este
período. Sinto-me mal por transmitir-lhes um dos meus piores lados. Sinto-me
mais triste por eles do que por mim. É quase como se ficasse de rastos por
deixar o meu negativismo afectar os que me são mais queridos… É quase
indescritível, tanto desespero, ansiedade e medo…
Por isso, quero recordar pouco deste ano
que passou… Aliás, o pouco que quero recordar que sejam só os bons momentos,
porque é a isso que me quero agarrar. Eu sei que as adversidades tornam-me mais
forte e dão-me experiência, mas, sinceramente, começo a deixar de querer saber
disso…
"No, I'm not color blind
I know the world is black and white
Try to keep an open mind
But I just can't sleep on this tonight
I know the world is black and white
Try to keep an open mind
But I just can't sleep on this tonight
Stop this train
I wanna get off and go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't, but honestly
Won't someone stop this train?
I wanna get off and go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't, but honestly
Won't someone stop this train?
Don't know how else to say it
Don't wanna see my parents go
One generation's length away
From fighting life out on my own
Don't wanna see my parents go
One generation's length away
From fighting life out on my own
Stop this train
I wanna get off and go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't, but honestly
Won't someone stop this train?
I wanna get off and go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't, but honestly
Won't someone stop this train?
So scared of getting older
I'm only good at being young
So I play the numbers game to find a way
To say that life has just begun
I'm only good at being young
So I play the numbers game to find a way
To say that life has just begun
Had a talk with my old man
Said "help me understand"
He said "Turn 68, you'll renegotiate"
Don't stop this train
Said "help me understand"
He said "Turn 68, you'll renegotiate"
Don't stop this train
Don't for a minute change the place you're in
And don't think I couldn't ever understand
I tried my hand
John, honestly, we'll never stop this train
And don't think I couldn't ever understand
I tried my hand
John, honestly, we'll never stop this train
Once in a while when it's good
It'll feel like it should
And they're all still around
And you're still safe and sound
And you don't miss a thing 'til you cry
When you're driving away in the dark
It'll feel like it should
And they're all still around
And you're still safe and sound
And you don't miss a thing 'til you cry
When you're driving away in the dark
Singing, stop this train
I wanna get off and go home again
I can't take this speed it's moving in
I know I can, 'cause now I see
I'll never stop this train"
I wanna get off and go home again
I can't take this speed it's moving in
I know I can, 'cause now I see
I'll never stop this train"
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