Que músicas já foram comentadas. . .

"Long Live", Taylor Swift ; "Mean", Taylor Swift ; "Better than Revenge", Taylor Swift ; "Closer to the Edge", 30 Seconds To Mars ; "Nashville", David Mead ; "Count On Me", Bruno Mars ; "Won't Go Home Without You", Maroon 5 ; "I don't wanna miss a thing", Aerosmith ; "Both of Us", B.o.B ft Taylor Swift ; "Somebody", Lemonade Mouth ; "Stay, Stay, Stay", Taylor Swift ; "Two is Better than One", Boys Like Girls ft Taylor Swift (desculpem, não consegui resistir!) ; "Sorte Grande", João Só e Abandonados ft Lúcia Moniz ; "Unbelievable", EMF ; "Hey Stephen", Taylor Swift ; "Fairy Tail", Yasuharu Takanashi (instrumental) ; "Predestination", Fairy Tail (instrumental) ; "Kanashiki Kako", Fairy Tail (Instrumental) ; "Puedes ver pero no tocar", RBD ; "I Knew You Were Trouble", Taylor Swift ; "Coming Home", Diddy ; "Never Grow Up", Taylor Swift ; "Wherever You Will Go", The Calling ; "Chasing Cars", Snow Patrol ; "Demons", Imagine Dragons ; "Beneath Your Beautiful", Labrinth ft Emile Sandé ; "Fantastic Dream", Kaleido Star (Instrumental) ; "A Pele que há em Mim", Márcia com J.P. Simões ; "The Diary of Me", Taylor Swift ; "Impossible", James Arthur ; "I'm Only Me When I'm With You", Taylor Swift ; "A Different Beat", Little Mix ; "All of Me", John Legend ; "Staring at It", SafetySuit ; "A Thousand Years", Chritina Perri ft Steve Kazee ; "Ordinary Love", U2 ; "Stop This Train", John Mayer ; "Radioactive", Imagine Dragons ; "Thinking of You", Katy Perry ; "One Last Time", Ariana Grande ; "Edge of Desire", John Mayer ; "Almost Home", Alex and Sierra ; "What I Did For Love", David Guetta ft. Emeli Sandé ; "My Songs Know What You Did in the Dark", Fall Out Boy ; "Dança", Pólo Norte ; "O Tempo Não Pára", Mariza ; "Long Live", Taylor Swift (2ª versão) ; "Roman Holiday", Halsey ; "Breathe Me", Sia ; "Até ao Verão", Ana Moura ; "Hands to Myself", Selena Gomez ; "Jet Black Heart", 5 Seconds of Summer ; "Let Me Go", Avril Lavigne ft Chad Kroeger ; "Kings and Queens", 30 Seconds to Mars" ; "Todos os Dias", Paulo Sousa ; "Paris", The Chainsmokers ; "In The Blood", John Mayer ; "Stangeness and Charm", Florence and The Machine ; "Another Day In Paradise", Phil Collins ; "Bedshaped", Keane ; "In The Air Tonight", Phil Collins ; "Ordinary World", Duran Duran ; "Trevo (Tu)", Anavitória ft. Diogo Piçarra ; "If I Ain't Got You", Alicia Keys ; "Blinding", Florence and The Machine ; "Someone That Cannot Love", David Fonseca ; "Yellow", Coldplay ; "Promise", Ben Howard ; "The Whole of the Moon", The Waterboys ; "Let it Go", James Bay ; "Believe", Mumford & Sons ; "Say Something", A Great Big World ft. Christina Aguilera ; "Gold Rush", Taylor Swift ; "Blinding Lights", The Weeknd ; "É Isso Aí", Ana Carolina ft. Seu Jorge ; "Renegade", Big Red Machine ft. Taylor Swift ; "lovely", Billie Eilish ft. Khalid ; "The Only Exception", Paramore ; "You're Losing Me", Taylor Swift ; "The Story", Brandi Carlile ; "Guilty as Sin?", Taylor Swift ;

quarta-feira, 24 de junho de 2015

"Almost Home", Alex and Sierra

    Sinto a minha vida a andar demasiado depressa. Quero aproveitar os momentos e sinto-os a escaparem por entre os dedos. Sinto que as coisas boas estão a desaparecer demasiado depressa. Sinto que há pessoas que estou a deixar para trás, sem querer. Parece que há outras que estão a surgir no caminho e que eu nunca vi chegar. Às vezes, tenho a sensação que o mundo à minha volta está a mudar sem eu me dar conta. Uma tempestade de mudanças está a governar a minha realidade e eu sinto-me sem poderes para a parar. O que eu quero está a surgir à frente dos meus olhos sem que eu o consiga vislumbrar no horizonte. Parecem sombras na linha longínqua, esses meus sonhos que se realizam. Parece mentira que esteja a acontecer tudo isto. Quero lembrar-me destes momentos, parando no tempo, olhando-os de frente, como se nunca se dissipassem. É tão estranho vê-los desaparecer, vê-los seguir o seu caminho, rumo ao passado, porque o futuro quer entrar na minha vida e eu não o quero já. Quero pensar melhor, decidir-me, tentar mudar o rumo dos acontecimentos.
    Espera futuro... Por favor, deixa-me despedir do presente e deixa-me esquecer o passado, interiorizá-lo como uma memória feita há muito. Deixa-me saborear os últimos momentos da vida que não planeei e que fiz crescer como uma planta numa floresta selvagem. Quero perceber o que está a acontecer antes que tudo aconteça. Deixa-me ser vidente e precaver-me para o que aí vem. Quero tentar saber o que me espera, o que posso esperar e o que vão esperar de mim. Deixa-me viver a minha fantasia, em que penso que controlo o que vai acontecer, em que sei o que pode acontecer, em que adivinho o que acontecerá. Deixa-me ter certezas quando digo ‘para sempre’ ou ‘nunca’. Quero saber de mim, dos outros e de nós todos. Porque não me deixas descansar, tomar ar e recuperar o fôlego nesta luta contra ti? Futuro, querido futuro, porque não esperas um pouco mais? Porque não procuras um pouco mais de paciência e a bebes de um trago, para que me deixes viver só um pouco mais? Procura-a! Procura-a incessantemente entre as folhas, entre as ondas, entre as nuvens... Procura-a, encontra-a e envolve-te nela e deixa-me esperar um pouco mais por ti... Não estou louca por te ver. Não estou perdida sem ti; aliás, nunca me encontrei tanto sem ti. Aguenta um pouco mais na fila para entrar de rompante na minha vida, virá-la do avesso ou cozê-la com a precisão que mais ninguém tem. Aguenta um pouco mais à porta de entrada, para que o passado saia pela porta das traseiras, enquanto o presente acaba de preparar o quarto onde ficarás. Dá-me um pouco mais de tempo até perceber que irás ser o novo inquilino na minha vida por muito tempo. Irás defini-la e construí-la como um lego que irá cair tão depressa quanto se irá levantar. Dá-me espaço para ti, nesta minha mente despreocupada e desprevenida sobre a tua chegada.
    Não, não te estou a pedir para saíres, para desapareceres, para não voltares... Estou a pedir-te que me deixes assentar, que me deixes recordar estes tempos como reais e não apenas sonhos que vivi. Os sonhos vêm agora. És tu que os trazes contigo, mas, antes deles, houve outros. Houve aqueles que não se concretizaram. Houve aqueles que simplesmente aconteceram e que nem dei conta de terem acontecido. Houve aqueles que estiveram para acontecer e que nunca apareceriam no guião da minha vida, só nos bastidores. A esses, a todos esses, deixa-mos só para mim. Deixa-mos guardar na bolsa do passado, porque ele vai sair de casa e eu quero que ele vá acompanhado. Não o quero deixar sozinho, porque ele nunca esteve sozinho e ele nunca me deixou sozinha. Com sonhos, sem eles, com amostras deles ou com cinzas, o passado sempre me acompanhou para todo o lado. E, agora, tu queres tomar o seu lugar... Tens que perceber que não o vais fazer... Apenas vais ser tu, agora, a dar as indicações, a sussurrar-me os comandos ao ouvido, a delinear-me estratégias de olhares e de trocas de sorrisos.
    Não mais o passado terá a palavra principal, mas terá sempre a última, por isso, não penses que vens substituí-lo como se viesses substituir uma lâmpada antiga por uma mais moderna. Porque nada em ti é velho, mas também não és nada de novo. És intemporal, porque apareces sempre na hora certa. Se há coisa que aprecio em ti é a maneira como entras na vida das pessoas: elas só se apercebem quando já é tarde demais para te deixar lá fora. Tu fazes-te esperar, como a chuva espera pelas nuvens negras ou como a relva espera que o sol chegue para crescer, imperatriz numa paisagem castanha de um Outono sofredor mas apreciado por muitos. A maneira como te dizes senhor do tempo quando o relógio da vida deixa de funcionar com a harmonia da infância ou da apenas ingénua maturidade é a maneira como te vejo nesta vida, na outra e numa próxima. A impetuosidade com que actuas faz-nos crescer de repente, para lidarmos com tudo o que tu trazes na algibeira. Obrigas-nos a esvaziar os bolsos de tudo aquilo em que já não acreditamos e a enchê-los com planos que vamos construindo pelo caminho, caminho esse que nos vai levar a casa...
    Futuro, futuro... Como podes chegar tão cedo, tão depressa, tão em cima da hora? Será que te apercebes do que provocas em mim, nos outros, em todos nós? Será que notas no estado em que nos deixas quando te instalas na nossa vida? Será que alguma vez te perguntaste sobre tudo isto? Ou sempre foste tão seguro de ti mesmo, tão confiante, que nem viste o teu próprio futuro chegar?

"Lost in innocence
Take this fragile heart
We know where we've been
All these miles together

Fall into my skin
Crash into these arms
We know how this ends
Fade into forever

The road is wild
We're holding on for life
Like a child
Who's not afraid to cry
We're escaping to a place they'll never know
Just you and me love
We are almost home

Lost inside your eyes
As brilliant as the stars
Show me every side
The good, the bad, the better

The road is wild
We're holding on for life
Like a child
Who's not afraid to cry
We're escaping to a place they'll never know
Just you and me love
We are almost home

Promise you I'll be
The promise you can keep
Till the end of time
And on the other side

The road is wild
We're holding on for life
Like a child
Who's not afraid to cry
We're escaping to a place they'll never know
Just you and me love
Just you and me love
Just you and me love
We are almost home"

sexta-feira, 12 de junho de 2015

"Edge of Desire", John Mayer

    «Às vezes, tento esquecer-te. Às vezes, consigo fazê-lo. Por vezes, são muitas as vezes que te consigo afastar do pensamento. Essas vezes são aquelas vezes em que o desejo é tão pequeno que nem se sente. É nessas vezes que sei que eu ainda sou eu, que eu não é nós, quando nós nunca existiu. É nessas vezes que sei que ainda perduro, por muito que me tenha perdido em ti. É nessas vezes que sei que ainda existes em mim. É nessas vezes que percebo que é difícil esquecer-te. É nessas vezes que existem vezes que quero apagar-te da memória e outras vezes que quero ter-te ao meu lado, sorrindo-me com um olhar sereno e sincero. Às vezes, quero que deixes de me fazer sofrer, ao mesmo tempo que quero que me protejas deste sofrimento. Às vezes, quero acabar com este desejo de te ter, querendo, ao mesmo tempo, que me faças desejar-te. Às vezes, não suporto este paradoxo, esta dualidade... Como pode este desejo tornar-se passado e como posso ter-te? Como posso deixar de pensar em ti e como posso sentir-te junto a mim? Como posso esquecer-te e como posso prender-te em mim?

    Isto mata-me... Esta indecisão é demasiado dolorosa... É como... É como querer-te sem te querer, é ter-te sem te ter, é ver-te sem te olhar, é sentir-te sem te tocar, é viver-te sem existir em ti. Este desejo começa a tornar-se insuportável. Quero ter-te, quero ter-te agora, quero que me queiras para sempre... Sei que prometi que te deixava partir, que nunca mais te iria querer, que nunca mais me perderia em ti... Não, não menti quando fiz essa promessa, mas compreende que não posso cumpri-la dum momento para o outro. Não é possível esquecer alguém como tu assim, de repente. A dor que se fez imperatriz terá um reinado longo. Ela vai governar-me até te esquecer. Vou-te querer durante muito tempo. Querer-te-ei ainda com mais força quando não te vir por muito tempo. Esse querer será ainda mais dono de mim quando te reencontrar. Daqui a cinco, dez ou vinte anos, vou querer-te tanto como te quero agora. Este querer é insubstituível, mas ele irá sucumbir... Este meu desejo irá desaparecer do meu ser; apenas irão ficar as suas cinzas, de tanto fogo que ardeu em mim... Este desejo leva-me a escrever tanto sobre ti. Quanto mais te escrevo, mais te esqueço. É uma terapia sugerida pelo meu subconsciente, para que tu e a tua imagem se evaporem do meu pensamento como se nunca estivessem lá estado. Continuo a querer-te... É tudo tão confuso, tão dúbio, que só me apetece gritar por ti, para que me confortes, mesmo que estejas longe. O teu nome chega para me acalmar, mas, por vezes, nem ele é capaz de fazê-lo...

    Não quero esquecer-te, não vou esquecer-te... Eu sei disso e sei que tu também sabes. Só não sabes é deste amor, desta paixão que tenho por ti. Na tua cabeça, não te vou esquecer porque foste um bom amigo. Na minha cabeça, está escrito o mesmo. No meu coração, o testamento é outro... No meu coração, não te esquecerei enquanto amor, paixão e desejo que foste na minha vida. Se calhar, nem notaste ou, se calhar, percebeste e nem me disseste nada... Se calhar, estou aqui a lamentar-me por não te ter contado e, no final, sempre soubeste... Não, tu ter-me-ias dito se soubesses. Que razão haveria para não me dizeres? Bem, talvez a mesma razão pela qual eu não te disse que te amava. Talvez com medo de me perderes... Mas tu nunca me perdeste e nunca me vais perder. Aliás, fui eu que me perdi... Perdi-me que nem uma bússola avariada, no mundo totalmente novo que eras tu, sem nunca sequer me ter aproximado demais... O que teria acontecido se me tivesse aproximado mais? Ter-me-ias amado? Não, nunca irias amar-me da mesma maneira que te amei, que te amo... É impossível amar-se assim e manter-se são ao mesmo tempo... Esta saudável loucura, esta maravilhosa insanidade está a mostrar os seus frutos... Tanta coisa errada que há em mim agora que te perdi, agora que percebi que nunca te tive! Tantos passos que andei para trás, tantas pegadas que decidi apagar, tantas metas que escolhi não alcançar, só para te sentir um pouco mais meu, quando nunca o foste... Tanta confusão só para te dizer, só para te pedir que não me esqueças... Por favor, não me esqueças... Não quero desaparecer da tua memória...

    Quero que fales de mim em ocasiões especiais, nem que seja só na tua cabeça. Quero que recordes o meu nome como eu sempre recordarei o teu. Quero que me compares com esta e aquela mulher, quero que me compares à tua futura esposa, à tua cunhada, à tua filha, à tua sobrinha, a todas as mulheres da tua vida, nem que seja só por dois segundos. Quero que me mantenhas viva, só isso... Basta dizeres o meu nome; isso chega-me... Nunca me esqueças, por favor. Sabes que nunca te esquecerei, sabes que nunca o iria fazer... Só tenho pena que não saibas o quanto significaste na minha vida... Talvez um dia venhas a saber... Talvez um dia te conte como te amei, como te vivi e como, por fim, te perdi... Sim, porque vou-te perder, isso é certo... Agora, esquecer-te? Nunca... Amo-te... Isso é algo que nunca vai mudar... Posso perder-te, mas nunca deixarei de te amar... Basta-me a inicial do teu nome, para que tudo aconteça, para que me apaixone tudo de novo... Vou-te querer. Vou-te querer sempre, não o nego... Não quero parar de escrever-te... Parar de fazê-lo seria parar de te recordar e de te esquecer... Não quero parar... Não vou parar... Não te vou esquecer... Quero deixar de estar confusa, quero decidir-me... Quero perder-te mas não quero esquecer-te... Vou pôr um ponto final nisto... Vou acabar com tudo isto... Mas vou manter a tua memória viva... É-me impossível apagar-te... Vão ficar as tuas cinzas, por isso... Por isso, vou respirar fundo, seguir em frente, deixar-me desta obsessão de te querer contar e não o fazer. Vou embarcar numa nova viagem, focar-me noutras pessoas, noutras vidas para além da tua...

   O curioso disto tudo é que não penso constantemente em ti. Quando leres isto, quando alguém ler isto, até pode pensar que eu te perseguia para todo o lado, que arranjava desculpas para estar contigo, que passava a vida atrás de ti, que pensava em ti a toda a hora e que não existia outro tema de conversa que não tu. Mas não... Não te perseguia para todo o lado, não arranjava desculpas para estar contigo, não passava a vida atrás de ti, não pensava em ti a toda a hora e não falava constantemente sobre ti... Apenas te acompanhava quando me oferecias companhia; ficava em pulgas quando isso acontecia. Para estar contigo, bastava passar por ti; logo notavas a minha presença e me incluías no teu mundo. Fosse onde fosse, tu aparecias e eras tu me que puxavas para ti. Só pensava em ti quando alguém te referia em conversa; porém, quando o fazia, todo o meu mundo transformava-se numa figura, apenas: tu. Nunca falava sobre ti, a não ser que calhasse em conversa. Mas, sempre que o fazia, quase não conseguia parar... Depois, no final, tudo voltava ao normal, como se nunca tivesse acontecido... Como vês, tudo sobre ti era intenso; pouco duradouro mas intenso. Tão intenso que parecia explodir de repente, como se o meu desejo fosse fogo-de-artifício. Tu eras tanto, por tão pouco tempo... É tão estranho! É um amor tão diferente do que conheço! Num segundo, está tudo bem. De repente, alguém menciona o teu nome e o meu mundo emerge como uma cidade inteira renascida das profundezas, uma Atlântida pujada de riquezas nunca antes vistas, mas que, depois, voltava para o fundo do mar, quando o tema de conversa deixavas de ser tu...

    Não consigo organizar os meus pensamentos... Enquanto penso no que te quero escrever, escrevo coisas sem sentido, frases confusas, expressões idiotas, analogias irracionais, suposições ilusórias, cenários impossíveis... Quero parar, mas não consigo. Quero contar-te tanta coisa! Quero dizer-te tanto que nem sei o que dizer! Acho que já disse demais... Acho que me revelei demasiado... Por este andar, já te deves ter afastado de mim. Provavelmente, nem me queres encarar... Ou, quem sabe, estás a rir-te disto tudo... Espero que não... Espero que percebas tudo o que te escrevo, tudo o que te tenho vindo a escrever... Espero que não me esqueças... Neste momento, só espero isso agora: que não me apagues da tua memória... Por favor, não me esqueças...

Um beijo. Vou ter saudades.

Com amor,

Eu, Anónima»



"Young and full of running
tell me where is that taking me?
just a great figure eight
or a tiny infinity?

love is really nothing
but a dream that keeps waking me
for all of my trying
we still end up dying
how can it be?

don't say a word
just come over and lie here with me
'cause I'm just about to set fire to everything I see

I want you so bad I'll go back on the things I believe
there I just said it
I'm scared you'll forget about me

so young and full of running
all the way to the edge of desire
steady my breathing
silently screaming
I have to have you now

wired and I'm tired
think I'll sleep in my clothes on the floor
Or maybe this mattress will spin on its axis
and find me on yours

don't say a word
just come over and lie here with me
cause I'm just about to set fire to everything I see

I want you so bad I'll go back on the things I believe
there I just said it
I'm scared you'll forget about me

don't say a word
just come over and lie here with me
cause I'm just about to set fire to everything I see

I want you so bad I'll go back on the things I believe
there I just said it
I'm scared you'll forget about me"

terça-feira, 9 de junho de 2015

"One Last Time", Ariana Grande

    "Quero-te. Sempre te quis. Choro por não te ter. Sofro só de te imaginar com ela, de mão dada num passeio a dois. Sofro só de pensar que pensas nela como a tua outra metade. Dói-me saber que a tens no coração como eu te tenho no meu. Mas, sinceramente, não me interessa... Não me interessa que estejas com ela. Não me interessa que gostes dela quase tanto como eu gosto de ti. Não me interessa que não queiras amar-me como eu te amo. Não me interessa que não me vejas como alguém mais do que tua amiga. Quero-te... Sempre te quis e sempre soube que nunca te poderia ter. Sempre soube que tinha que te soltar. Sempre soube que tinha que me desprender de ti como se nunca me tivesse prendido. Sinto que começo a estar preparada para dar esse passo, ao fim de tanto tempo... Só te peço uma última coisa: deixa-me tocar-te. Deixa-me sentir-me segura nos teus braços. Deixa-me sentir o teu respirar no meu cabelo. Deixa-me sentir os teus lábios no meu pescoço. Deixa-me sentir o teu peito subir e descer debaixo do meu. Deixa-me sentir os teus cabelos entrelaçados nos meus dedos. Deixa-me sentir o teu abraço de despedida, o teu beijo de bom-dia e o teu sussurro de tranquilidade. Deixa-me olhar-te nos olhos e sentir a tua alma cativada pela minha. Deixa-me ter-te como nunca tive. Deixa-me ter-te como nunca ninguém te teve e como tu nunca tiveste ninguém; deixa-me prender-te no mais profundo dos meus pensamentos, tão fundo que nem os deuses conseguirão tocar-te. Deixa-me ser egoísta e ter-te só para mim. Deixa-me saber-te só meu, sem partilhas nem piscares de olhos mais sentidos. Deixa-me ser tão sincera como nunca fui e querer-te como sempre quis. Deixa-me mostrar-te como me arrependi de não ser honesta e dizer-te que só te quero a ti e a mais ninguém, só para mim, sem mais ninguém a interferir. Deixa-me perder em ti nem que seja por um minuto apenas...
    Tentei não querer-te... E se tentei! Menti quando acreditei que não te queria nos meus braços. Menti quando repeti vezes sem conta que não te amava. Menti quando me imaginava a viver sem ti. Menti quando disse que só gostava de ti. Menti quando, por vezes, te olhava e não sorria de felicidade por te ver. Menti quando ignorei o que sentia. Menti quando repudiei os pensamentos mais felizes que me vinham à cabeça quando aparecias. Menti tanto e tantas vezes! Sucumbi ao desejo de te ter e deturpei todo o meu ser por isso. Ignorei o que queria, refugiei-me no que não devia e dei uma segunda oportunidade ao que nunca quis. Perdi-me em ti, sem me perder, apenas perdendo-me a mim. Perdi-me no meio de tantas confusões, palavras, sentimentos, emoções, atitudes e indecisões. Tanta mentira, indiferença fingida, opções erradas, hipóteses inconclusivas, medos irracionais, decisões não tomadas... Tantos abraços pedidos e perdidos, tantos beijos que nunca tocaram os teus lábios, tantos sorrisos que ficaram por oferecer, tantas gargalhadas que nem num sussurro saíram, tantos olhares que procuraram os teus olhos, tantas palavras que continuam no coração...

    Quero-te. Quero-te tanto! Deixa-me querer-te menos. Deixa-me deixar de querer-te. Deixa-me, simplesmente. Mas antes, deixa-me amar-te. Deixa-me estar contigo, nem que seja sentada ao teu lado, a minha mão na tua, vendo os carros passar. Não interessa onde, deixa-me estar contigo. Porque, seja onde for, só te vou ver a ti, porque só te quero a ti. Estejas a dormir ou acordado, sorridente ou triste, atarefado ou sem nada para fazer, concentrado ou na lua, só quero estar contigo. Deixa-me curar esta saudade de querer ter-te e não poder. Cura-me tu esta vontade de estar contigo. Deixa-me realizar este meu último desejo... «Prometo que, depois disso, deixo-te partir...»"

"I was a liar
I gave into the fire
I know I should've fought it
At least I'm being honest
Feel like a failure
'Cause I know that I failed you
I should've done you better
'Cause you don't want a liar

And I know, and I know, and I know
She gives you everything
But, boy, I couldn't give it to you
And I know, and I know, and I know
That you got everything
But I got nothing here without you

So one last time
I need to be, the one, who takes you home
One more time
I promise, after that, I'll let you go
Baby I don't care if you got her in your heart
All I really care is you wake up in my arms
One last time
I need to be the one who takes you home

I don't deserve it
I know I don't deserve it
But stay with me a minute
I swear I'll make it worth it
Can't you forgive me?
At least just temporarily
I know that this is my fault
I should've been more careful

And I know, and I know, and I know
She gives you everything
But, boy, I couldn't give it to you
And I know, and I know, and I know
That you got everything
But I got nothing here without you, baby

So one last time
I need to be the one who takes you home
One more time
I promise, after that I'll let you go
Baby, I don't care if you got her in your heart
All I really care is you wake up in my arms
One last time
I need to be, the one, who takes you home

I know I should've fought it
At least I'm being honest (yeah)
But stay with me a minute
I swear I'll make it worth it, babe
'Cause I don't want to be without you

(Ohh)
So one last time
I need to be the one who takes you home (who takes you home, babe)
One more time
I promise, after that, I'll let you go
Baby, I don't care if you got her in your heart
All I really care is you wake up in my arms
One last time
I need to be the one who takes you home (yeah)

One last time
I need to be the one who takes you home"

segunda-feira, 1 de junho de 2015

"Thinking of You", Katy Perry

    Como podemos ter saudades de algo que sentimos que perdemos, mas que nunca tivemos? Como podemos esquecer alguém, cujo coração nunca nos pertenceu? Como podemos ter amado alguém, nunca ter-lho dito e, no final, deixá-lo ir, escapando por entre os nossos dedos, de mão dada com outra alma que não a nossa?
    É incrível como dói perder alguém que se amou, mas nunca se teve. Mesmo tendo inúmeras oportunidades para confessar o nosso amor por ele, optámos por nunca o fazer, escondendo os nossos sentimentos como se fosse algo inflamável que nunca poderia aproximar-se do fogo. Decidimos continuar amigas daquele que sentimos que é o homem da nossa vida, só porque achamos que ele não sente o mesmo por nós, ou porque ele já tem uma namorada. Escolhemos viver na angústia por não estarmos com ele, apesar de o vermos como o nosso outro eu, a metade que nos falta. Preferimos deixar as coisas como estão, preferimos ficar amigas dele só com medo de o perder, se lhe dissermos que o amamos. Esquecemo-nos do nosso amor por ele só para aproveitar aquela conversa de amigos, em que sabemos que nunca o poderemos tocar, olhar com mais paixão, beijar ou abraçar com a vontade que sabemos que temos... O problema vem depois, quando percebemos o que perdemos. Tornámo-nos prisioneiras do nosso amor por ele, por causa do medo de o perder, vivendo angustiadas. Sabemos que vamos ficar arrependidas para toda a vida, por não lhe termos confessado que o amamos desde o primeiro dia, que queremos ficar com ele para sempre, que queremos que ele também nos ame daquela maneira. Perdemos a nossa verdadeira identidade ao escolher viver presas aos momentos em que lhe poderíamos ter contado a verdade, em que lhe poderíamos ter dito que o amávamos ou que gostávamos muito, muito, mas mesmo muito dele (para não o assustar), em que poderíamos tê-lo abraçado forte e sussurrado no seu ouvido que não conseguíamos viver sem ele, sem o seu sorriso, sem a sua palavra para nos reconfortar... Perdemo-nos a nós próprias quando decidimos calar-nos naquele momento perfeito para o confrontar com os nossos sentimentos, com as nossas emoções, com o nosso amor... Perdemo-nos a nós próprias porque ele nunca saberá o que sentimos por ele, e iremos chorar sozinhas no escuro, compulsivamente, arrependidas de tudo isto, arrependidas de não lhe termos dito, arrependidas por não termos lutado por ele, arrependidas por não o termos feito ver a verdade, arrependidas de não sermos capazes de admitir o que sentimos por ele... 
    Por momentos, deixamos de existir... Simplesmente, deixamos de existir... Quando realmente percebemos o que fizemos, deixamos de sentir aquela alegria que ele nos transmite; a única coisa que sentimos é o arrependimento, a dor e o desespero por tê-lo perdido daquela maneira tão fútil, tão idiota, tão irreal... Choramos como se tivéssemos perdido alguém que amássemos, como se essa pessoa tivesse deixado de existir na nossa vida... No fundo, perdê-lo desta maneira é isso mesmo: ele desaparece da nossa vida, como por magia negra, indo embora como se nunca tivesse lá estado, sumindo entre as folhas de árvore da nossa mais profunda memória, enterrando-se na terra que se torna pedra, no momento a seguir... Deixamos de existir porque deixamos de senti-lo...
    Acho que esta é a pior maneira de perder alguém. Perder o homem que amamos, deixando-o viver na ignorância, vivendo nós próprias na ilusão, nunca lhe confessando o que sentimos, vendo-o ser feliz com outra, e perceber tudo isto no fim, é a pior maneira de perder alguém... É das tristezas mais fortes que senti... É devastador... E, agora, eu também vou perdê-lo... Vou perdê-lo para sempre...

"Comparisons are easily done
Once you've had a taste of perfection
Like an apple hanging from a tree
I picked the ripest one
I still got the seed

You said move on
Where do I go?
I guess second best
Is all I will know

'Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into your eyes

You're like an Indian summer
In the middle of winter
Like a hard candy
With a surprise center
How do I get better
Once I've had the best?
You said there's
Tons of fish in the water
So the waters I will test

He kissed my lips
I taste your mouth
He pulled me in
I was disgusted with myself

'Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into...

You're the best
And yes I do regret
How I could let myself
Let you go
Now, now the lesson's learned
I touched it I was burned
Oh I think you should know

'Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into your eyes
Looking into your eyes
Looking into your eyes
Oh won't you walk through
And bust in the door
And take me away
Oh no more mistakes
'Cause in your eyes I'd like to stay... stay."